CAE analisa isenção tributária uniforme para áreas de livre comércio no Norte

Mudanças visam equiparar benefícios fiscais entre as regiões

Comissão de Assuntos Econômicos discute isenção tributária para áreas de livre comércio na região Norte.

Em uma tentativa de promover a igualdade fiscal nas áreas de livre comércio da região Norte, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado se reunirá na próxima terça-feira, dia 10, para discutir o projeto de lei que propõe a equiparação das isenções tributárias àquelas existentes para as exportações. Este projeto é particularmente relevante para as empresas que operam nessas áreas, pois a proposta garante a todos os empreendimentos a mesma isenção de tributos que atualmente é exclusiva de algumas localidades.

Contexto e importância das áreas de livre comércio

As áreas de livre comércio (ALCs) foram criadas com o objetivo de estimular o desenvolvimento econômico em regiões menos favorecidas, como a Amazônia. No entanto, as diferentes alíquotas de impostos aplicáveis a cada ALC têm gerado disparidades que afetam a competitividade. O PL 2.697/2023, apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), busca corrigir essa situação ao eliminar as alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e Cofins nas vendas internas para ALCs específicas, como as de Tabatinga (AM), Macapá (AP), Brasiléia e Cruzeiro do Sul (AC), além de Guajará-Mirim (RO).

A proposta não apenas visa uma maior justiça fiscal, mas também pretende esclarecer o alcance da Lei 10.996, de 2004, que já conferia benefícios fiscais a certas áreas comerciais. Essa questão tornou-se ainda mais relevante após decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que garantiram a equiparação aos mesmos benefícios tributários das exportações, criando um cenário de incerteza jurídica que o novo projeto pretende resolver.

Detalhes da reunião e do projeto

A reunião da CAE, marcada para as 10h, é parte de um processo mais amplo que busca revisar e atualizar as normas tributárias que afetam as ALCs. O relator do projeto, Alan Rick (Republicanos-AC), apresentou um relatório favorável ao projeto com algumas alterações em relação ao texto original, garantindo que o mérito da proposta seja mantido e que todas as ALCs sejam tratadas de forma isonômica.

Além disso, o grupo de senadores que acompanha as investigações sobre o Banco Master se reunirá após a votação dos projetos na pauta da comissão, indicando que questões fiscais e de transparência estão no centro das discussões no Senado. O trabalho do grupo inclui a realização de audiências públicas e a possibilidade de ações como a quebra de sigilos, reforçando o papel fiscalizador da Casa.

Impactos futuros da proposta

Se aprovado, o projeto de lei pode ter efeitos significativos na economia das regiões abrangidas pelas ALCs. A uniformização das isenções tributárias pode não apenas aumentar a competitividade das empresas locais, mas também atrair novos investidores para essas áreas, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social. Por outro lado, a mudança pode gerar resistência por parte de setores que atualmente se beneficiam das disparidades tributárias.

Conclusão

O debate em torno da isenção tributária para as áreas de livre comércio na região Norte destaca a importância de um sistema tributário mais justo e equitativo. À medida que o Senado avança nas discussões, a expectativa é de que a proposta não apenas promova a igualdade fiscal, mas também impulsione o crescimento econômico em uma das regiões mais estratégicas do Brasil. A votação do projeto de lei na CAE será um passo importante nessa direção.

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