Força-tarefa de busca amplia perímetro após confirmação de passagem das crianças em casa abandonada
Cães farejadores confirmam que crianças desaparecidas em Bacabal estiveram em casa abandonada, ampliando buscas na região.
A operação de buscas pelas crianças Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidas há 12 dias em Bacabal, Maranhão, avançou após cães farejadores confirmarem a presença dos irmãos em uma casa abandonada próxima a um lago, localizada no povoado São Raimundo, na zona rural do município. A confirmação foi divulgada pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP) e reforça o relato do primo Anderson Kauã, de 8 anos, resgatado no dia 7 de janeiro e que indicou o local onde esteve com os primos. Segundo o secretário Maurício Martins, os cães identificaram os três na residência que foi descrita pelo menino e reconhecida por fotografias e objetos encontrados no local.
Detalhes do local e relatos que reforçam as buscas em Bacabal
A casa abandonada, conhecida como “casa caída”, ficava próxima a um lago e foi descrita em detalhes por Anderson Kauã, que explicou ter deixado Ágatha e Allan no local enquanto buscava ajuda durante uma das noites desaparecidos. A confirmação de que os três estiveram na mesma residência foi possível graças aos cães farejadores, que também identificaram por quais lados entraram na casa. Essa descoberta é significativa para a operação, pois permite concentrar esforços em um perímetro maior da zona rural, incluindo áreas de mata, fazendas, trilhas e regiões próximas ao rio. Essa estratégia visa ampliar as chances de encontrar vestígios das crianças ou indicativos do seu paradeiro atual.
Ampliação das buscas com apoio interestadual e varredura no lago
Com a confirmação da passagem das crianças pelo imóvel, os trabalhos das forças de segurança foram intensificados, contando atualmente com mais de 500 pessoas entre agentes e voluntários. Na quarta-feira (14), a operação recebeu reforço de bombeiros do Pará e Ceará, que chegaram com cães farejadores para aumentar a eficiência das buscas. A região do lago, com cerca de 300 metros quadrados e profundidade aproximada de 1,20 metro, começou a ser vistoriada com varredura superficial e mergulhos, em operação que deve durar até três dias para mapear toda a área. Além da ação na água, as equipes exploram trilhas e áreas de mata fechada ao redor, reforçando a complexidade dos trabalhos e os esforços para encontrar pistas concretas sobre o paradeiro dos irmãos.
A importância dos cães farejadores na investigação e estratégias futuras
Os cães farejadores desempenham papel essencial na identificação de locais por onde passaram as crianças desaparecidas, auxiliando as equipes a direcionar esforços em áreas estratégicas. A capacidade desses animais em detectar vestígios humanos tem sido fundamental para ampliar o perímetro de buscas e aprofundar a investigação, especialmente em ambientes rurais e de difícil acesso. A operação, coordenada pelo Corpo de Bombeiros e autoridades locais, segue em ritmo intenso, com o objetivo de localizar Ágatha e Allan o quanto antes, contando ainda com a colaboração da comunidade e apoio interestadual para enfrentar os desafios do terreno e das condições da região.
Contexto e impactos do desaparecimento das crianças em Bacabal
O desaparecimento de Ágatha Isabelly e Allan Michael mobilizou uma grande força-tarefa e sensibilizou a população local, gerando preocupação sobre a segurança na zona rural de Bacabal. A operação de buscas destaca a complexidade de localizar crianças em áreas extensas e com características naturais desafiadoras, além da importância da união entre diferentes órgãos e voluntários. A confirmação da passagem das crianças pela casa abandonada abre novas linhas de investigação e reforça a necessidade de estratégias coordenadas para ampliar o alcance das buscas, mantendo o foco na proteção e no resgate das crianças desaparecidas.
Fonte: baccinoticias.com.br
