Câmara mantém sigilo sobre investigação de agressões a jornalistas

Reprodução/Redes Sociais

Sigilo envolve apuração de incidentes ocorridos durante ação policial contra deputado

Câmara dos Deputados mantém sigilo sobre investigações de agressões a jornalistas durante tumulto com deputado Glauber Braga.

No dia 13 de janeiro de 2026, foi revelado que a Câmara dos Deputados continua a manter em sigilo as investigações relacionadas às agressões a jornalistas, que ocorreram em 9 de dezembro de 2025, durante a retirada forçada do deputado Glauber Braga (PSol-RJ) da Mesa Diretora. A ação foi marcada por tumulto e agressões físicas tanto a jornalistas quanto a parlamentares.

O incidente e suas consequências

Durante o tumulto, policiais legislativos agrediram jornalistas que estavam cobrindo a situação. Os relatos de Glauber Braga e sua esposa, a deputada Sâmia Bomfim (PSol-SP), indicam que ambos também foram alvos de agressões. Exames médicos confirmaram lesões em diversas partes do corpo, levando o casal a registrar boletim de ocorrência contra a Polícia Legislativa da Câmara na mesma noite do incidente.

A situação gerou uma onda de indignação e levou a Câmara a anunciar a abertura de uma apuração interna para investigar eventuais excessos cometidos durante a ação. No entanto, apesar das expectativas de transparência, a investigação permanece em sigilo, e a Câmara não informou quantos procedimentos foram instaurados nem se há previsão para a divulgação de conclusões ou punições.

Sigilo e falta de informação

Em resposta a um pedido de acesso à informação, a Câmara afirmou que todas as sindicâncias disciplinares envolvendo servidores são mantidas em sigilo conforme a legislação vigente. Essa decisão tem gerado críticas de jornalistas e entidades de defesa da imprensa, que clamam por maior transparência em casos de violência contra a mídia.

Glauber Braga, atualmente suspenso do mandato até junho de 2026, declarou que não foi procurado para prestar depoimento sobre o incidente, e tanto ele quanto Sâmia não foram informados sobre o andamento da investigação. O deputado havia ocupado a cadeira de comando do plenário da Casa durante uma sessão deliberativa e, após resistência, foi retirado à força por policiais legislativos.

A repercussão do caso

A situação se agravou ainda mais durante a ocupação, quando a TV Câmara interrompeu a transmissão ao vivo das câmeras do plenário, impossibilitando a cobertura jornalística do que acontecia. Além disso, a deputada Célia Xakriabá (PSol-MG) também foi agredida durante os eventos. O presidente da Câmara, Hugo Motta, defendeu a ação da polícia, alegando que a retirada de Glauber Braga era necessária para garantir a continuidade dos trabalhos legislativos.

A Câmara informou que as ações tomadas em 9 de dezembro seguiram os protocolos de segurança previstos no regimento interno, o que levanta questionamentos sobre a condução do evento e a proteção dos direitos dos jornalistas. O episódio ressalta a necessidade de uma discussão mais ampla sobre a segurança dos profissionais da imprensa e o respeito à liberdade de expressão no Brasil.

Conclusão

Em suma, a manutenção do sigilo sobre as investigações de agressões a jornalistas é um indicativo da falta de transparência em questões envolvendo a violência contra a imprensa. A sociedade civil e as organizações de direitos humanos aguardam esclarecimentos e ações efetivas da Câmara dos Deputados para garantir a proteção de jornalistas e a responsabilização de quem cometeu excessos durante a operação policial.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Reprodução/Redes Sociais

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