Câmara do Recife rejeita impeachment de João Campos

colorida do prefeito de Recife, João Campos (PSB

Decisão foi tomada em votação nesta terça-feira.

A Câmara Municipal do Recife rejeitou o pedido de impeachment contra o prefeito João Campos, com 25 votos contrários.

A Câmara Municipal do Recife rejeitou nesta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, o pedido de impeachment contra o prefeito João Campos (PSB). O resultado da votação foi de 25 votos contrários, 9 favoráveis e uma abstenção, evidenciando a resistência política do prefeito frente às acusações.

Contexto do Impeachment

O pedido de impeachment foi protocolado pelo vereador Eduardo Moura, do Partido Novo, que argumentou que João Campos cometeu crime de responsabilidade e improbidade administrativa na nomeação de um procurador para ocupar uma vaga destinada a pessoas com deficiência (PcD). O cerne da acusação gira em torno do fato de que o candidato à vaga havia concorrido no concurso de 2022 fora da cota destinada a PcD, apresentando apenas em 2025 um laudo médico que atestava um transtorno do espectro autista, o que o habilitou a ocupar a posição.

A situação chamou a atenção não apenas pela questão da nomeação, mas também pelo contexto em que se insere, onde a política de inclusão e as cotas para PcD são temas de grande relevância e debate na sociedade brasileira. O impeachment poderia ter aberto um precedente perigoso, caso fosse aceito, e levaria a uma maior instabilidade na gestão do prefeito.

A Rejeição e o Futuro Político

Com a decisão da Câmara, o pedido de impeachment foi arquivado, uma vez que não houve a maioria necessária para avançar para uma fase de investigação. Para que o processo tivesse prosseguimento, seriam necessários pelo menos 19 votos favoráveis entre os 37 vereadores.

O líder do PSB na Câmara, Rinaldo Júnior, comemorou a decisão e afirmou que a tentativa de impeachment era uma “tentativa exdrúxula” de desestabilizar a administração municipal. Essa declaração reflete uma visão comum entre os aliados do prefeito, que enxergam na oposição uma estratégia política para minar sua governança. Por outro lado, o líder do Partido Liberal, Thiago Medina, expressou otimismo mesmo com a derrota, mencionando que a oposição pode recorrer à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar mais a fundo as alegações levantadas.

Implicações da Decisão

A rejeição do impeachment de João Campos pode ter repercussões significativas para a política em Recife. Essa votação não apenas solidifica a posição do prefeito, mas também reflete a dinâmica de alianças entre os partidos. As tensões entre a oposição e a base governista podem se intensificar, especialmente se a CPI for realmente instaurada, permitindo que novos fatos venham à tona.

Além disso, a decisão pode influenciar a percepção pública sobre a eficácia e a legitimidade da administração Campos. Em um cenário onde a confiança nas instituições políticas é frequentemente questionada, a forma como as partes envolvidas lidam com a situação pode impactar a imagem do prefeito e sua capacidade de governar até o final de seu mandato.

Conclusão

A votação na Câmara do Recife marca um desdobramento importante na política local. A capacidade do prefeito João Campos de manter seu cargo em meio a tantas contestações reflete não apenas a força de sua base aliada, mas também a complexidade das relações políticas em um cenário onde as disputas por poder são constantes. Resta saber como se desenrolarão os próximos capítulos desta história e qual será o impacto real na gestão da cidade.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: colorida do prefeito de Recife, João Campos (PSB

PUBLICIDADE

VIDEOS

Relacionadas: