Caminhoneiros que atuam no transporte internacional de cargas realizaram um protesto na Ponte da Integração, em Foz do Iguaçu, Oeste do Paraná, nesta segunda-feira (3). A manifestação teve início às 7h e é uma resposta às novas regras de circulação que foram implementadas pela Comissão Mista Brasil-Paraguai.
As novas diretrizes visam permitir a circulação de diferentes categorias de veículos e ampliaram os horários de funcionamento, com o intuito de redistribuir o fluxo que historicamente ficou concentrado na Ponte da Amizade. No entanto, representantes dos sindicatos da categoria afirmam que essas normas criam um tratamento desigual, prejudicando os transportadores locais.
O movimento acontece na passarela internacional que conecta Foz do Iguaçu a Presidente Franco, no Paraguai, e está programado para se estender até as 19h. Apesar do protesto, as novas regras começaram a vigorar nesta segunda-feira (3). Entre as mudanças, a janela de travessia noturna para caminhões de grande porte foi alterada, passando das 22h para as 20h30, com término às 5h.
Além disso, a nova fase de operação permite a circulação de ônibus do transporte urbano internacional e ônibus de turismo fretado durante 24 horas. Os caminhoneiros, no entanto, expressam sua insatisfação com a autorização para a passagem diurna de cerca de 350 caminhões paraguaios de pequeno porte pela ponte, enquanto os caminhões de grande porte nacionais continuam restritos à travessia noturna.
Atualmente, aproximadamente 200 caminhões nacionais de grande porte só podem realizar a travessia no período noturno, o que gera descontentamento entre os caminhoneiros que pedem igualdade nas regras. O ato conta com a participação de representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná e do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz do Iguaçu, que defendem condições equitativas para todos os veículos.
A manifestação ocorre de forma pacífica e respeita uma decisão liminar da Justiça que proíbe o bloqueio total da rodovia. Portanto, ônibus, veículos de turismo e ambulâncias continuam a trafegar normalmente pelo local. Durante o início do ato, alguns caminhoneiros paraguaios foram orientados a retornar ao seu país sem que houvesse registro de confrontos.