Candidato a deputado federal é punido por falsificação de documento em Foz do Iguaçu

Leandro da Silva Pinto, que concorre como deputado federal pelo Paraná, foi condenado pela 1ª Vara da Fazenda Pública de Foz do Iguaçu a ter seus direitos políticos suspensos por um período de dois anos. A condenação se refere a um caso de improbidade administrativa, onde o candidato apresentou um certificado de conclusão do ensino médio, necessário para ocupar um cargo comissionado na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu.

A decisão, proferida pelo juiz Rodrigo Luis Giacomin em 6 de agosto de 2023, é resultado de uma ação movida pelo Ministério Público do Paraná. Além da suspensão dos direitos políticos, Pinto foi condenado a restituir ao município a quantia de R$ 48.620,23, que deverá ser corrigida monetariamente e acrescida de juros. Durante os dois anos de suspensão, ele estará impedido de firmar contratos com o Poder Público, assim como de receber benefícios ou incentivos fiscais.

O caso teve início com a nomeação de Leandro da Silva Pinto para o cargo de assessor parlamentar, função que exerceu entre janeiro e abril de 2025. A legislação vigente exige que o candidato comprove a conclusão do ensino médio para assumir essa posição. No entanto, a investigação revelou que o certificado apresentado por Pinto era falsificado.

Durante o processo, o juiz constatou que o próprio réu admitiu não ter concluído o ensino fundamental, o que reforçou a conclusão de que o documento apresentado à administração pública era falso. A investigação foi iniciada na Câmara Municipal, onde foram detectadas inconsistências no certificado. A apuração buscou confirmar a autenticidade do documento junto aos órgãos de educação do Paraná, levando o Ministério Público a ajuizar a ação por improbidade.

Em sua defesa, os advogados de Pinto alegaram que ele teria sido vítima de uma fraude ao contratar um curso supletivo, afirmando que realizou atividades e provas acreditando na validade do certificado que recebeu. A defesa também destacou que o candidato efetivamente trabalhou durante o período em que esteve nomeado, o que, segundo eles, justificaria os valores recebidos.

Com informações minutofoz.com.br

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