Candidatos à Presidência apresentam propostas variadas para Segurança Pública

As convenções partidárias dos candidatos à Presidência revelaram um enfoque central em Segurança Pública e no combate ao crime organizado. Os cinco principais postulantes, Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, apresentaram propostas distintas para enfrentar a violência no Brasil, sinalizando diferentes abordagens para os eleitores.

Esse direcionamento se justifica diante de uma Pesquisa Nexus/BTG, divulgada no final de julho, que aponta que 30% dos entrevistados destacaram a Segurança Pública, a violência ou a criminalidade como um dos temas mais relevantes para o pleito, superando saúde pública (25%) e corrupção (22%).

Os candidatos da direita propõem um enfrentamento mais rigoroso ao crime, focando na repressão ao crime organizado, enquanto os candidatos da esquerda enfatizam a melhoria dos indicadores socioeconômicos como uma solução. As propostas variam desde o endurecimento das penas até a criação de um presídio isolado na Amazônia e a decretação de um Estado de Defesa, além de iniciativas para a proteção das mulheres.

O atual presidente, durante sua convenção em 2 de agosto, afirmou que uma das melhores maneiras de combater o crime é melhorar o acesso e a qualidade da educação no Brasil. Ele fez uma comparação entre os gastos do Estado com um estudante e com uma pessoa presa, enfatizando que a capacitação pode levar à redução da violência. "Educação não é gasto. Educação é investimento. Um preso em São Paulo custa R$ 35 mil por ano. Um estudante de um Instituto Federal custa R$ 16 mil por ano. Numa cadeia de segurança máxima, o custo é de R$ 40 mil por mês. Um estudante da Universidade Federal em um curso de engenharia espacial custa R$ 20 mil por mês. É mais barato investir em educação do que gastar dinheiro com prisão. E quem pode ir para a prisão é esse jovem, se a gente não lhe der oportunidade", declarou.

Entre as propostas do governo atual, destaca-se a PEC da Segurança Pública, que visa reforçar as ações de combate ao crime. Por outro lado, Flávio Bolsonaro, de perfil mais radical, defendeu um aumento na repressão contra o crime. Ele expressou a intenção de colocar o Brasil no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas e propôs um enfrentamento severo contra facções criminosas, alegando estar sendo ameaçado por grupos como o Comando Vermelho e o PCC.

Flávio Bolsonaro estabeleceu uma meta ambiciosa para seu governo: reduzir o número de homicídios para menos de 10 mil por ano, considerando que em 2025 foram registradas 40.775 mortes violentas intencionais. "Eu quero buscar 4 mil homicídios em um ano, no máximo, mas a meta de até 10 mil é viável. Isso representaria uma revolução em nosso país. Se eu não entregar isso ao final do meu mandato, meu próprio partido não me deixará concorrer nunca mais", afirmou.

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