O PSD do Paraná promoveu um evento na noite de ontem, na Região Metropolitana de Curitiba, especificamente em Pinhais, com o intuito de fortalecer a candidatura de Sandro Alex. Aproximadamente 500 pessoas compareceram ao galpão, incluindo prefeitos do interior, comissionados da prefeitura e representantes do governo do Estado, demonstrando uma mobilização significativa em torno de sua candidatura.
Entretanto, apesar da aparente união, Sandro Alex não conseguiu transmitir uma confiança sólida para 2026. Há indícios de que alguns prefeitos estão adotando uma postura de jogo duplo, uma vez que estão considerando apoiar outros candidatos, como o senador Sergio Moro (PL) e Rafael Greca (MDB). A situação se complica à medida que as próximas pesquisas podem mostrar uma mudança na disputa, colocando o nome do MDB em uma posição favorável, possivelmente desbancando Requião Filho (PDT) da segunda colocação nas intenções de voto para o governo do Paraná.
Os esforços para limitar o crescimento de Rafael Greca têm se mostrado ineficazes, e o sonho do PSD de emplacar Sandro Alex como candidato forte parece cada vez mais distante. A dinâmica da política paranaense revela que a transferência de votos não é um processo simples, como evidenciado pela experiência do deputado federal Beto Richa (PSD), que em 2012 não conseguiu levar Luciano Ducci (PSB) ao segundo turno na disputa pela prefeitura de Curitiba.
Com um cenário eleitoral repleto de variáveis e surpresas, o gabinete anticrise do PSD se vê diante de um desafio que se repete. O evento em Pinhais, apesar de reunir um público expressivo, não garante a solidez que a candidatura de Sandro Alex necessita para avançar na corrida eleitoral.
O futuro próximo da política paranaense se desenha com tensões e novas possibilidades, enquanto as movimentações de aliados e adversários continuarão a moldar o panorama eleitoral. A expectativa agora gira em torno das próximas etapas da campanha e das reações dos eleitores frente aos novos desdobramentos que estão por vir.