Cangurus pré-históricos de mais de 200 kg conseguiam pular com eficiência

Divulgação/Megan Jones

Estudo revela adaptações ósseas que permitiam saltos em marsupiais gigantes da Austrália

Estudo mostra que cangurus pré-históricos, mesmo pesando mais de 200 kg, possuíam adaptações ósseas que permitiam pular, desafiando teorias anteriores.

A recente pesquisa liderada por cientistas da Universidade de Manchester, na Inglaterra, trouxe uma nova compreensão sobre a mobilidade dos cangurus pré-históricos da Austrália. Diferente da visão tradicional que considerava esses animais muito pesados para saltar, o estudo revelou que eles possuíam adaptações ósseas que viabilizavam o pulo, mesmo pesando acima de 200 kg.

Anatomia que suportava saltos em gigantes

Ao examinar restos fósseis, os pesquisadores identificaram que os cangurus antigos tinham ossos dos pés significativamente mais curtos e grossos em comparação aos seus descendentes atuais. Além disso, a parte óssea do calcanhar era mais larga, uma característica fundamental para sustentar tendões robustos que amparavam o impacto do salto.

Essas modificações anatômicas indicam que as articulações desses marsupiais estavam preparadas para suportar o esforço exigido pelos pulos. Enquanto os cangurus modernos utilizam principalmente o salto como meio de locomação, os pré-históricos, embora capazes de saltar, não o faziam com tanta frequência, possivelmente devido a uma menor capacidade de armazenamento e liberação de energia elástica nos tendões.

Revisão de antigas teorias sobre locomação

Até então, a crença predominante era de que o elevado peso dos cangurus pré-históricos os impediria de saltar, limitando sua mobilidade a andar ou correr. Essa hipótese, porém, ignorava as particularidades anatômicas que o novo estudo destacou.

A análise sugere que o peso corporal não foi o único fator determinante para a locomoção desses animais, mas sim uma combinação entre peso e estrutura óssea, que permitia uma maior resistência e capacidade de absorção dos impactos.

Impactos na compreensão da fauna australiana

Essa descoberta é importante para reconstruir o ecossistema pré-histórico australiano, mostrando que os cangurus gigantes mantinham comportamentos locomotores semelhantes aos atuais, apesar das diferenças de tamanho e estrutura.

Além disso, o estudo contribui para a paleobiologia, fornecendo insights sobre a evolução anatômica e funcional de marsupiais extintos, ajudando a compreender melhor a diversidade e adaptações da fauna antiga.

Publicação e relevância científica

Os resultados foram publicados no dia 22 de janeiro de 2026 na revista científica Scientific Reports, reforçando a relevância da pesquisa no campo da paleontologia e biologia evolutiva.

Este avanço desafia paradigmas anteriores e estimula novas investigações sobre a biomecânica e a ecologia de espécies pré-históricas, mostrando que mesmo animais aparentemente limitados pelo peso podiam desenvolver estratégias anatômicas para superar esses obstáculos.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Divulgação/Megan Jones

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