Carlos Bolsonaro defende pai em meio a acusações de golpe

Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

Vereador afirma que Jair Bolsonaro não estava presente durante a tentativa de golpe

Carlos Bolsonaro afirma que Jair Bolsonaro não teve participação na tentativa de golpe, destacando seu estado emocional.

Carlos Bolsonaro comenta a situação de Jair Bolsonaro na PF

O vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, fez declarações sobre a recente tentativa de golpe, afirmando categoricamente que seu pai “não estava aqui” durante os eventos. A fala ocorreu nesta terça-feira, 25 de novembro de 2025, após sua visita ao ex-presidente na superintendência da Polícia Federal. Ele expressou preocupação com o estado emocional de Jair, que se encontra deprimido devido a uma condenação que considera uma “injustiça”.

Carlos, no entanto, admitiu a existência de uma tentativa de golpe, embora se esforçasse para desvincular seu pai da situação. “Ele chorou na visita. Ele considera uma injustiça gigantesca, como eu também considero. Você vê, uma tentativa de golpe, onde ele não estava aqui”, disse o vereador. Essa afirmação gerou questionamentos, especialmente quando uma jornalista presente perguntou diretamente: “Houve tentativa, vereador?”. Carlos, visivelmente pressionado, suspirou e tentou retomar a fala, afirmando que a tentativa de golpe “não existiu”.

A defesa e os argumentos de Carlos Bolsonaro

Durante a coletiva, Carlos enfatizou que no dia 2 de novembro Jair Bolsonaro fez uma live para desmobilizar as pessoas, e que, segundo ele, as ações que foram interpretadas como uma tentativa de golpe foram, na verdade, um “circo armado” sem fundamento. Ele questionou: “Cadê a minuta? Eu não vi minuta”, referindo-se a documentos que poderiam comprovar as acusações contra seu pai.

A situação se tornou ainda mais complexa quando Carlos comentou sobre a vigília convocada por seu irmão, Flávio Bolsonaro, a favor do ex-presidente. Ele considerou a vigília uma ofensa ao culto religioso, argumentando que participar de movimentos dessa natureza não deveria ser interpretado como uma possibilidade de fuga. “É uma afronta ao culto religioso”, afirmou, em referência à mobilização que visava apoiar Jair Bolsonaro em meio ao processo judicial.

Contexto da prisão preventiva de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro está sob custódia da Polícia Federal desde o início da manhã do último sábado, 25 de novembro, após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, apontar riscos de fuga. A decisão de manter a prisão preventiva foi aprovada por 4 votos a favor e citou a violação da tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente de forma “dolosa e conscientemente”. A situação gerou um grande burburinho na mídia e entre os apoiadores de Bolsonaro, que defendem sua inocência.

Carlos Bolsonaro, ao final de sua declaração, reiterou a posição de que seu pai não teve participação nas ações que levaram à sua prisão e que a situação é uma injustiça. A defesa de Jair Bolsonaro está preparando novos recursos e embargos infringentes no STF, na esperança de reverter a situação atual.

Essa série de eventos levanta questões sérias sobre as acusações contra Jair Bolsonaro e o estado atual da política brasileira. A polarização é evidente, e as reações à situação continuam a se desdobrar entre apoiadores e opositores do ex-presidente.

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