Carlos Viana pede prorrogação da CPMI do INSS

Agência Senado

Senador argumenta necessidade de aprofundar investigações sobre fraudes

Senador Carlos Viana solicita prorrogação da CPMI para investigar fraudes no INSS.

A investigação sobre fraudes nos pagamentos de aposentadorias e pensões do INSS pode ganhar mais tempo. O senador Carlos Viana, presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), anunciou a coleta de assinaturas para solicitar a prorrogação dos trabalhos do colegiado, que deve terminar em 28 de março. Para Viana, é fundamental não encerrar a investigação antes de apurar todas as responsabilidades. Ele afirmou que o pedido será tratado com seriedade, considerando o interesse público e a obrigação constitucional do Congresso de fiscalizar.

Origem da CPMI do INSS

A CPMI foi instalada em 20 de agosto de 2025, com o objetivo de investigar denúncias de fraudes e irregularidades nos empréstimos consignados e nas folhas de pagamento do INSS. A comissão já realizou 29 reuniões até o início de dezembro e planeja retomar os trabalhos em fevereiro. Durante essas reuniões, foram discutidas práticas como assédio, concessão de empréstimos sem o consentimento dos aposentados e renovações fraudulentas que geraram dívidas impagáveis. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, destacou a gravidade das fraudes, que afetam diretamente a vida dos beneficiários do INSS.

Detalhes da Investigação

Em 2025, a CPMI convocou 26 testemunhas, dentre elas Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o Careca do INSS, considerado o principal operador do esquema de fraudes. A comissão apurou que Antunes movimentou cerca de R$ 24,5 milhões em apenas cinco meses, o que levantou grandes preocupações sobre a segurança dos processos de concessão de benefícios. Durante os depoimentos, surgiram relatos de que alguns convocados optaram por permanecer em silêncio, amparados por habeas corpus, enquanto outros foram acusados de mentir, levando à prisão de algumas pessoas envolvidas.

Consequências e Implicações Futuras

A CPMI, até janeiro de 2026, já analisou 4,8 mil documentos e fez 73 requerimentos de informação, além de 48 quebras de sigilo. As investigações identificaram 108 empresas como suspeitas e revelaram mais de R$ 1,2 bilhão em movimentações financeiras ilegais. A prorrogação da CPMI, se aprovada, permitirá que mais evidências sejam coletadas e que as fraudes sejam combatidas de maneira mais eficaz, protegendo assim os direitos dos aposentados e pensionistas. O desfecho dessa comissão poderá moldar não apenas o futuro do INSS, mas também a abordagem do governo em relação a fraudes semelhantes em outros setores.

Conclusão

A CPMI do INSS representa um passo importante na luta contra a corrupção e as fraudes que afetam os mais vulneráveis da sociedade. A prorrogação solicitada por Carlos Viana é essencial para garantir que o trabalho da comissão não apenas se concentre em identificar os responsáveis, mas também em restaurar a confiança dos cidadãos nas instituições públicas. O futuro do INSS e a proteção dos direitos dos aposentados dependem diretamente das ações que serão tomadas nas próximas semanas.

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