Entenda o papel das mulheres na evolução dos mapas ao longo da história
As contribuições femininas para a cartografia têm sido frequentemente negligenciadas. Descubra a relevância histórica e contemporânea dessas vozes.
A cartografia, a arte e a ciência de criar mapas, possui um histórico rico, mas frequentemente ignorado nas contribuições femininas. Desde épocas remotas, as mulheres desempenharam papéis cruciais na elaboração de representações cartográficas, apesar de seus esforços serem ofuscados por uma narrativa predominantemente masculina.
A presença histórica das mulheres na cartografia
As mulheres estiveram presentes na cartografia desde os primórdios, mas sua visibilidade e reconhecimento sempre foram limitados. No século IV, um exemplo notável é o mapa bordado em seda pela irmã do primeiro-ministro da dinastia Han na China. Com o advento da impressão no século XVIII, as mulheres começaram a se inserir mais ativamente no campo, assumindo funções como gravadoras e editoras de mapas. Durante o século XIX, a educação formal em cartografia se expandiu para incluir mulheres na América do Norte, que passaram a produzir globos de tecido e mapas.
O impacto da Segunda Guerra Mundial
A Segunda Guerra Mundial foi um divisor de águas, pois muitas mulheres foram recrutadas para funções cartográficas enquanto os homens estavam no front. Este período marcou o surgimento de figuras como as ‘donzelas do mapeamento militar’, que desempenharam papéis fundamentais na produção de mapas topográficos e no avanço da fotogrametria. Ao mesmo tempo, Evelyn Pruitt introduziu o termo ‘sensoriamento remoto’, um passo importante para a cartografia moderna. Essa nova visibilidade fomentou um ambiente onde as contribuições femininas começaram a ser reconhecidas e valorizadas.
A cartografia contemporânea e a necessidade de diversidade
Hoje, a cartografia enfrenta desafios significativos, especialmente em relação à representação das necessidades femininas. Apesar de as mulheres serem desproporcionalmente impactadas por desastres e violência de gênero, há uma falta de dados cartográficos que reflitam essas realidades. Iniciativas como a African Women in GIS e a YouthMappers têm trabalhado para elevar as vozes femininas no mapeamento, promovendo a inclusão e abordando questões críticas que afetam as mulheres.
Futuro e a importância das vozes femininas na cartografia
A cartografia moderna não só é uma ferramenta vital para a compreensão geoespacial, mas também um meio para promover a justiça social e a equidade de gênero. Com o aumento das oportunidades para mulheres no campo, torna-se essencial que suas experiências e perspectivas sejam integradas na criação de mapas. Ao refletir sobre o passado e as contribuições das mulheres na cartografia, encontramos um caminho para um futuro mais inclusivo e representativo neste campo.
O papel das mulheres na cartografia não é apenas uma questão de história, mas uma necessidade premente na construção de um mundo mais justo e equitativo.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: em preto e branco de Gladys West e Sam Smith olhando mapa