Casal em Goiânia é detido com 800 mil reais em dinheiro vivo

Divulgação/PF

Dinheiro encontrado em mochila é apontado como pagamento a fornecedores sem nota fiscal, segundo investigação policial

Empresária e homem são flagrados com R$ 800 mil em espécie em Goiânia; dinheiro seria para pagamento a fornecedores sem nota fiscal.

Contexto da apreensão do dinheiro em Goiânia

O casal em Goiânia foi detido no dia 22 de dezembro, quando transportava R$ 800 mil em espécie dentro de uma mochila no Setor Marista. A Polícia Militar interceptou uma caminhonete após uma ação integrada entre várias forças policiais, incluindo a Polícia Federal, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás (FICCO-GO) e o Batalhão de Operações Especiais (BOPE). O dinheiro fora recém-sacado de uma agência bancária, e os suspeitos não apresentaram justificativas convincentes sobre a origem e destinação do montante.

Alegações do casal sobre o uso do dinheiro

Segundo depoimentos à Polícia Federal, a empresária informou que o dinheiro seria utilizado para pagar fornecedores que não emitem nota fiscal, prática que fere normas fiscais e pode indicar ilegalidade. Ela declarou que o valor teria origem em pagamentos de uma empresa de planos de saúde e seria guardado no cofre da empresa da qual são sócios, cujo ramo de atuação envolve produtos hospitalares. A ausência de documentação fiscal e a recusa em esclarecer detalhes aumentam as suspeitas sobre a legitimidade do recurso.

Histórico de investigações e suspeitas fiscais

A investigação revelou que a empresária e seu irmão são alvos de apurações desde maio de 2020 por suspeita de sonegação fiscal, o que adiciona complexidade ao caso atual. A ligação da empresa com outras companhias alvo de operações anteriores sugere um possível esquema fraudulento mais amplo. A situação chama atenção para práticas que comprometem a arrecadação tributária e indicam possíveis irregularidades no mercado de produtos hospitalares e serviços relacionados.

Indícios de envolvimento em lavagem de dinheiro internacional

As apurações apontam que a empresária e seu irmão realizaram viagens internacionais para países considerados paraísos fiscais, o que reforça as suspeitas de lavagem de dinheiro em escala internacional. A movimentação financeira em espécie e a conexão com empresas que não emitem nota fiscal configuram elementos típicos de esquemas para ocultar recursos ilícitos ou dificultar o rastreamento das origens dos valores.

Desdobramentos e investigações em curso

A Polícia Federal mantém as investigações para aprofundar a análise da origem do dinheiro e o destino pretendido pelo casal. O caso ilustra desafios enfrentados pelas autoridades no combate a crimes financeiros e à sonegação fiscal, destacando a importância de ações integradas entre órgãos de segurança para coibir irregularidades que prejudicam a economia e a transparência fiscal.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Divulgação/PF

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