CEO da Petrobras deve liderar conselho da Braskem em novo acordo acionário

presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em 27052024

Magda Chambriard assumirá presidência no conselho da petroquímica após acordo com IG4

Novo acordo entre Petrobras e IG4 Capital fará com que CEO da Petrobras presida conselho da Braskem, em meio à reestruturação da petroquímica.

CEO da Petrobras lidera conselho da Braskem em acordo estratégico

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, está cotada para presidir o conselho de administração da Braskem, segundo reportagem do Valor Econômico. Essa mudança decorre de um novo acordo de acionistas firmado entre a Petrobras e a IG4 Capital, fundo que representa os bancos credores da petroquímica.

O acordo estabelece um modelo de cocontrole da Braskem, com um conselho composto por 10 membros: quatro indicados pela Petrobras, quatro pela IG4 e dois independentes. Neste primeiro ciclo, a Petrobras terá o comando do conselho, enquanto a IG4 indicará o CEO, o CFO e a vice-presidência do colegiado.

Transferência de participação e análise regulatória

A concretização dessa nova governança depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a transferência das ações da Braskem que pertenciam à antiga Odebrecht, agora Novonor. A expectativa é que essa análise ocorra ainda em fevereiro, liberando o caminho para a transação.

Em dezembro, a Novonor firmou acordo de exclusividade com a IG4 para vender sua participação na Braskem. A IG4, que representa instituições financeiras como Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e BNDES, assumirá cerca de 50,111% do capital votante e 34,323% do capital total da empresa. Após a conclusão do negócio, a Novonor manterá uma participação residual de 4%.

Situação financeira e desafios da Braskem

A operação envolve aproximadamente R$ 20 bilhões em dívida e, segundo comunicado da IG4, não provocará mudanças operacionais imediatas na Braskem. A companhia enfrenta uma crise multifacetada, com endividamento estimado em US$ 8,5 bilhões até 2025, impactos ambientais decorrentes da mineração de sal-gema em Maceió, que geram passivos significativos, além de baixa demanda no setor petroquímico e cenário macroeconômico desafiador.

Esses fatores contribuíram para a queda acentuada das ações da Braskem na bolsa de valores, com perdas próximas a 40% em um ano, e elevam o risco de recuperação judicial, o que tem gerado grande ceticismo entre investidores.

Reestruturação e perspectiva para o mercado

A presença da Petrobras na liderança do conselho é vista como um movimento para estabilizar a governança e conduzir o processo de reestruturação da empresa. O acordo com a IG4 e os bancos credores sinaliza um esforço coordenado para solucionar os passivos e melhorar a estrutura de capital da Braskem, buscando garantir a continuidade das operações em meio às adversidades.

Essa nova fase da Braskem dependerá da evolução das negociações com credores, da resolução dos passivos ambientais e da recuperação da demanda no setor petroquímico, fatores cruciais para restabelecer a confiança do mercado e assegurar a sustentabilidade da empresa a médio e longo prazo.

Fonte: www.moneytimes.com.br

Fonte: presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em 27052024

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