Chuvas no norte do Paraná fazem seca recuar em dezembro de 2025

Monitor nacional aponta avanços e recuos da seca no Paraná com base nas chuvas do fim do ano

Chuvas acima da média em dezembro de 2025 provocaram recuo da seca no Norte e Noroeste do Paraná, enquanto Sul e Sudoeste enfrentaram avanço das condições secas.

O Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA) apontou em sua última publicação que a seca no Paraná apresentou recuo no Norte e Noroeste do Estado durante dezembro de 2025, resultado direto das chuvas acima da média ocorridas principalmente nessas regiões. Já o Sul e Sudoeste do Paraná registraram avanço da seca fraca, consequência das precipitações irregulares e abaixo da média mensal.

Avanços e recuos da seca em dezembro de 2025

Em meses anteriores, setembro e outubro, o estado acompanhou o avanço das secas em diversas regiões, especialmente no Norte, onde cidades próximas à divisa com São Paulo já enfrentavam seca crescente desde agosto. No entanto, o cenário mudou com as chuvas de novembro e dezembro, que permitiram o recuo da seca fraca, moderada e até grave em locais do Norte e Noroeste.

O meteorologista Reinaldo Kneib, do Simepar, explica que das 44 estações meteorológicas monitoradas no Paraná, 25 registraram volumes de chuva acima da média histórica em dezembro. Guaíra, por exemplo, acumulou 517,2 mm no mês, quase três vezes a média de 175,1 mm para o período, atingindo o maior volume desde 2020. Cambará, com 407,2 mm, também marcou o maior índice desde a instalação da estação local em 1997.

Impactos regionais e condições climáticas

Apesar dos dados positivos no Norte e Noroeste, o Extremo Sul e Sudoeste do Paraná enfrentaram retorno da seca fraca. Nessas regiões, as chuvas foram irregulares e ficaram abaixo da média histórica, o que contribuiu para o avanço da condição seca. Ao todo, 19 estações no estado confirmaram volumes pluviométricos abaixo da média para dezembro.

No Norte Pioneiro, norte dos Campos Gerais e parte do litoral, a seca moderada persiste, assim como na Região Metropolitana de Curitiba e outras áreas da faixa leste, onde predomina a seca fraca. Em cidades como Jacarezinho e Cambará, houve melhora do quadro, com recuo da seca grave para moderada.

Monitoramento contínuo e abrangência nacional

O Simepar coordena mensamente a análise das condições climáticas no Sul e Sudeste, utilizando dados de precipitação, temperatura do ar, índices de vegetação e níveis dos reservatórios, além da evapotranspiração. A cada trimestre, o órgão contribui para a elaboração do mapa completo do Monitor de Secas da ANA.

No âmbito nacional, o monitor registra seca extrema apenas em partes do Nordeste, afetando Bahia, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba. No Sudeste e Centro-Oeste, predominam condições de seca moderada, enquanto o Rio Grande do Sul não apresenta registros de seca atualmente.

Importância do Monitor de Secas

O Monitor de Secas foi iniciado em 2014 para acompanhar o semiárido brasileiro, que enfrentava uma das piores secas do último século desde 2012. Desde 2017, a ANA coordena o projeto que envolve diversas instituições brasileiras na produção dos mapas e análises, fundamentais para políticas públicas de gestão dos recursos hídricos e prevenção de riscos climáticos.

Fonte: www.parana.pr.gov.br

PUBLICIDADE

VIDEOS

JOCKEY

Relacionadas:

Dr. Pedro Ernesto MacedoSAÚDE

Da Argentina para o Brasil