Fenômeno meteorológico resultou em estragos severos e fatalidades
Ciclone extratropical provoca destruição e mortes em diversas regiões do Brasil.
Ciclone extratropical provoca estragos em várias regiões do Brasil
No dia 9 de dezembro de 2025, um ciclone extratropical começou a afetar a Região Sul do Brasil, causando eventos climáticos extremos. As imagens do satélite GOES-19, da Nasa, mostram a dimensão do fenômeno, que trouxe chuvas intensas e ventos fortes.
Em Palhoça, Santa Catarina, local que foi severamente atingido, três mortes foram confirmadas. O alerta para vendavais, que poderia resultar em ventos de até 100 km/h, deixou a população em estado de alerta durante 24 horas. As rajadas de vento também foram sentidas em outras cidades, como no Rio de Janeiro, onde os ventos chegaram a 105 km/h e em São Paulo, onde foram registrados ventos de até 98,1 km/h.
Impactos diretos nas cidades e na infraestrutura
As consequências do ciclone foram devastadoras. Na Grande São Paulo, 1,5 milhão de imóveis ficaram sem energia elétrica, em grande parte, devido às rajadas de vento que danificaram a infraestrutura elétrica. O aeroporto de Congonhas foi um dos mais afetados, com 227 voos impactados, dos quais 181 foram cancelados apenas no dia 10 de dezembro. O aeroporto de Guarulhos também enfrentou problemas, com 61 voos de chegada e 56 de partida cancelados.
Previsões e melhorias nas condições climáticas
O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) de São Paulo informou que as condições climáticas devem melhorar. Para a sexta-feira (12 de dezembro), a previsão é de que o sol apareça e as temperaturas aumentem, variando entre 19ºC e 30ºC. Com isso, há expectativa de recuperação na vida cotidiana e nas operações de tráfego aéreo.
Embora o ciclone tenha perdido força, o risco de chuvas e ventos fortes persiste em algumas áreas do país. O fenômeno lembrou a população da importância de se manter atenta às condições meteorológicas e aos alertas emitidos pelas autoridades competentes. A análise contínua das mudanças climáticas nos alerta para eventos extremos cada vez mais frequentes e intensos, reforçando a necessidade de preparação e resposta rápida a desastres naturais.