Além disso, há acusações de que a loja continuou realizando vendas mesmo diante do aumento das reclamações sobre atrasos e a ausência de devoluções. Muitos dos consumidores afetados são jovens fãs que economizaram por meses para adquirir edições limitadas e produtos importados de seus artistas favoritos. Mensagens enviadas ao portal revelam que o impacto do calote é tanto financeiro quanto emocional, gerando desgaste pela falta de respostas concretas da empresa.
O portal buscou um posicionamento da proprietária da Store de Fã, Bruna Luyse Biachi Charão. O advogado João Felipe, que representa a defesa, relatou que a empresa atua há aproximadamente seis anos no nicho de fãs de música, focando na importação de CDs e vinis em edições especiais. Ele atribui os problemas enfrentados pela loja a encomendas que ficaram retidas na Receita Federal, o que aumentou os custos com tributação e causou atrasos nas entregas.
Ainda segundo a defesa, a loja está passando por dificuldades financeiras, com uma queda significativa nas vendas e mais de 300 reclamações de consumidores, embora negue que se trate de um golpe ou estelionato. A empresária estaria enfrentando ameaças e está em busca de alternativas para saldar os débitos, incluindo propostas de parcelamento dos reembolsos e a busca por um emprego que a ajude a quitar os valores devidos aos clientes.