Iniciativa busca acelerar regulamentação e implementação de biocombustíveis
Coalizão busca unir esforços para fortalecer o setor de biocombustíveis no Brasil.
A recente formação da Coalizão dos Biocombustíveis, composta pelas Frentes Parlamentares da Agropecuária, do Biodiesel, do Etanol e da Economia Verde, simboliza um passo significativo rumo à consolidação do setor no Brasil. Sob a liderança do deputado Arnaldo Jardim, a coalizão tem como objetivo principal unir forças políticas e econômicas para agilizar a regulamentação e a implementação de legislações essenciais, como as Leis dos Biocombustíveis, do Hidrogênio Verde e dos Combustíveis do Futuro.
A importância da Coalizão para o setor
O deputado Arnaldo Jardim destacou a relevância da Coalizão, enfatizando que essa união de esforços permitirá ao Brasil reduzir a dependência de combustíveis fósseis e se posicionar como líder mundial na produção de biocombustíveis. Com investimentos que já chegam a R$ 260 bilhões, o projeto de lei que ele relatou tem o potencial de gerar empregos e renda, promovendo uma transição energética sustentável.
Vantagens e objetivos da Coalizão
Além do fortalecimento interno, a coalizão atuará como um termômetro para o mercado externo, prevenindo quedas abruptas na produção. O deputado Alceu Moreira, coordenador da Frente Parlamentar do Biodiesel, ressaltou a necessidade de trabalhar os mercados internacionais para assegurar a venda de produtos brasileiros. Isso inclui tanto a matéria-prima pura quanto seus derivados, além de combater a desinformação sobre o setor, especialmente em questões ambientais.
Benefícios ambientais e climáticos
Os benefícios dos biocombustíveis, em especial do biodiesel, não se limitam apenas ao setor econômico. O empresário André Lavor, da Binatural Energias Renováveis, apresentou dados impactantes sobre a redução das emissões de gases de efeito estufa, afirmando que o biodiesel pode reduzir em mais de 80% as emissões de CO2. Projeções indicam que, se a mistura de biodiesel ao diesel aumentar para 25% até 2035, mais de 500 milhões de toneladas de CO2 poderão ser evitadas na atmosfera.
O papel do Congresso na transição energética
A deputada Marussa Boldrin, relatora da proposta que originou a Lei do Programa de Aceleração da Transição Energética, destacou a importância da união de ações no Congresso Nacional. O conselho deliberativo da nova coalizão será formado pelos presidentes das frentes parlamentares, reforçando a representatividade e a força da iniciativa.
O lançamento da Coalizão dos Biocombustíveis representa uma esperança para a transição energética do Brasil, alinhando interesses políticos e econômicos em prol de um futuro sustentável.
Fonte: www.camara.leg.br