A visão crítica de Carlos Frederico Coelho sobre a abordagem americana na Venezuela.
Carlos Frederico Coelho discute a coerção na política externa americana e suas implicações na Venezuela.
A política externa dos Estados Unidos, segundo o professor Carlos Frederico Coelho, tem se pautado pela coerção, especialmente no contexto da Venezuela. Durante sua participação no programa WW Especial, Coelho analisou as declarações do governo americano, enfatizando a necessidade de uma leitura crítica das mesmas. Ele afirmou que, desde a gestão de Donald Trump, é crucial desmembrar o que é dito em termos de ações concretas.
A nova abordagem: realismo flexível
Coelho introduziu o conceito de “realismo flexível”, sugerindo que os EUA buscam garantir que as decisões na Venezuela estejam alinhadas com seus interesses estratégicos. Ele levantou questões sobre a disposição dos novos líderes venezuelanos em seguir uma agenda imposta por Washington, comparando a situação atual a um potencial “protetorado americano”.
Relevância da América do Sul na política externa americana
Após um período de desinteresse, a América do Sul voltou à pauta da política externa dos EUA, porém talvez não da melhor maneira. Coelho argumenta que a reorientação na política americana, após os atentados de 11 de setembro de 2001, trouxe a região de volta à cena internacional, mas com uma abordagem que prioriza a coerção.
Implicações para a soberania da Venezuela
O caso da Venezuela é visto como um teste inicial da abordagem de “realismo flexível”. Essa estratégia, que prioriza a coerção, pode representar uma mudança significativa na diplomacia americana em relação à América Latina, levantando preocupações sobre a soberania dos países da região. Como Coelho destaca, a situação é um reflexo das tensões entre os interesses estratégicos dos EUA e a autonomia política da Venezuela.
Fonte: busaocuritiba.com
Fonte: Presidente interina da Venezuela fala em trabalhar "junto" com os EUA
