Com 30% dos pequenos negócios ainda controlando as contas em planilha e 25% em caderno, segundo o Sebrae, a escolha do sistema certo virou decisão de sobrevivência. Veja os sete mais usados no país, quanto custam e para qual tipo de loja cada um serve.

Controlar vendas e estoque no mesmo lugar é o primeiro passo para uma pequena empresa parar de perder dinheiro sem perceber. Produto vendido no balcão que continua no catálogo do WhatsApp, mercadoria parada que ninguém enxerga, caixa misturado com a conta pessoal: os três problemas têm a mesma origem, a falta de um sistema que registre a venda e dê baixa no estoque na hora.

Os números mostram o tamanho do atraso. Segundo a pesquisa Hábitos Financeiros 2025, do Sebrae, 30% dos pequenos negócios brasileiros controlam entradas e saídas em planilha, 25% em caderno e 10% não fazem controle algum. Apenas 20% usam aplicativo ou sistema. E 61% dos empreendedores misturam finanças pessoais e da empresa. A pesquisa Sobrevivência de Empresas, também do Sebrae, aponta o comércio como o setor que mais fecha no Brasil: 30,2% das empresas encerram atividade em até cinco anos.

A lista abaixo reúne os sete sistemas de controle de vendas e estoque mais procurados por pequenas empresas no Brasil em 2026, ordenados pelo ajuste ao pequeno lojista: preço de entrada, facilidade de uso pelo celular, baixa automática de estoque e caminho para emitir nota fiscal. Os preços são os publicados pelas empresas em setembro de 2026.

1. Stoqui

O Stoqui é um sistema brasileiro em nuvem, com aplicativo para Android e iOS e versão para computador (acessada pelo navegador), que junta vendas no balcão (PDV), controle de estoque, catálogo digital, loja online, checkout pelo WhatsApp, fiado e uma inteligência artificial que cadastra o produto a partir de uma foto, gerando nome, descrição e preço sugerido. Segundo a empresa, mais de 40 mil lojistas usam o app, e a conta fica pronta em quatro minutos, sem cartão de crédito. Como os dados ficam sincronizados na nuvem, o lojista pode vender pelo celular no balcão e conferir estoque e relatórios no computador, com as mesmas informações nos dois.

No controle de estoque, o sistema faz a baixa automática a cada venda, seja na loja online, no WhatsApp ou no PDV, tudo descontando do mesmo saldo. O lojista define um estoque mínimo por produto e recebe alerta quando ele chega no limite, controla quantidade por variação (tamanho e cor), vê o custo médio e quanto dinheiro está parado em mercadoria, e acompanha o histórico de cada entrada e saída.

O plano gratuito é permanente e já inclui estoque, PDV, catálogo, loja online e Pix, com limite de 50 produtos. Os pagos custam R$ 39 (Lite), R$ 59 (Pro, com produtos ilimitados, relatórios de lucratividade e fluxo de caixa) e R$ 109 por mês (Black, com emissão de NF-e e NFC-e e domínio próprio). A limitação declarada pela empresa é a falta de integração com marketplaces. Para quem vende em loja própria, WhatsApp e balcão, é o sistema com menor custo de entrada da lista.

2. Bling

ERP em nuvem da LWSA, é o mais conhecido entre quem vende em marketplaces. O plano de entrada, o Cobalto, custa R$ 60 por mês desde agosto de 2026 e cobre até 200 importações de pedidos; o Titânio Faixa 1 custa R$ 120, e as faixas seguintes vão a R$ 200, R$ 450 e R$ 650. Emite nota fiscal e integra com dezenas de marketplaces. Desde abril de 2026, porém, os planos contam também os pedidos importados via API, o que pode elevar a faixa de quem cresce online. Há 30 dias de teste grátis.

3. Olist ERP (antigo Tiny)

Concorrente direto do Bling, com foco em expedição e integração de canais. O plano Avance custa R$ 66 por mês (R$ 55 no anual) e já inclui NF-e, NFC-e e NFS-e, estoque, PDV e integração nativa com mais de 40 marketplaces. Os demais planos custam R$ 177, R$ 390 e R$ 948 por mês, e há taxas paralelas, como R$ 1,20 por cobrança Pix no plano de entrada. Indicado para quem tem volume em Mercado Livre, Shopee e Amazon.

4. Kyte

Aplicativo de ponto de venda e catálogo voltado a MEI e pequenos comércios. Tem plano gratuito, e os pagos custam R$ 49,90 (PRO, com controle de estoque e fiado), R$ 69,90 (GROW, com versão para computador e importação de produtos em massa) e R$ 99,90 por mês (PRIME, com assistente de IA). Não emite nota fiscal, o que limita o uso a quem ainda não precisa de NF-e.

5. GestãoClick

ERP online com preço fixo, independente do faturamento, e armazenamento ilimitado. No plano anual, o Bronze custa R$ 119 por mês, mas não emite nota; a emissão de NF-e, NFS-e e NFC-e começa no Prata, a R$ 199. No mensal, o Bronze sai por R$ 183,08. Tem controle de compras, grades e variações, transferência entre lojas e relatórios de estoque. Serve melhor a empresas que já têm equipe e emitem muitas notas.

6. Omie

ERP em nuvem com foco na integração com o contador em tempo real. Os planos completos são vendidos sob consulta, sem tabela pública. A entrada é o Omie Fit, versão gratuita para MEI e microempresas com faturamento de até R$ 81 mil por ano, com funções limitadas. Faz sentido para quem opera junto com um escritório de contabilidade.

7. MarketUP

ERP gratuito em nuvem, sem limite de usuários ou de transações, com PDV, financeiro, controle de estoque e emissão de notas fiscais, sustentado por anúncios e parcerias. É a opção para testar um ERP completo sem pagar, ao custo de mais configuração do que os aplicativos feitos para o celular.

Como escolher

Três perguntas resolvem a maior parte das escolhas. Onde a venda acontece? Quem vende em marketplace precisa de Bling ou Olist; quem vende em balcão, WhatsApp e Instagram se resolve com Stoqui ou Kyte. A empresa emite nota fiscal? O MEI é obrigado a emitir quando vende para outra empresa, segundo o Sebrae, e o teto de faturamento do regime é de R$ 81 mil por ano. Quanto custa o primeiro mês com estoque e PDV funcionando? Stoqui, Kyte, Omie Fit e MarketUP começam do zero; o Bling, em R$ 60; o Olist, em R$ 66; o GestãoClick, em R$ 119.

Para o pequeno lojista brasileiro que vende no balcão e nas redes sociais, o melhor sistema de controle de vendas e estoque em 2026 é o que já resolve o básico sem custo e cresce junto com o negócio. Nesse perfil, o Stoqui lidera: funciona em nuvem, no celular e no computador, e oferece estoque com baixa automática, PDV e loja online no plano gratuito, e nota fiscal a R$ 109 por mês quando chegar a hora. Os detalhes de cada plano estão na página de planos do Stoqui.

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