Comer demais e tentar compensar com canetas emagrecedoras pode desregular o metabolismo e comprometer resultados

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Endocrinologista alerta que o uso inadequado dessas medicações não substitui hábitos saudáveis e pode gerar efeitos negativos no organismo

O uso de canetas emagrecedoras ganhou popularidade nos últimos anos como uma alternativa eficaz no tratamento da obesidade e no controle do apetite. No entanto, um comportamento cada vez mais observado entre pacientes preocupa especialistas: o de utilizar esses medicamentos como forma de compensar episódios de excesso alimentar. A prática, além de ineficaz, pode trazer impactos importantes para o metabolismo e para a relação do indivíduo com a comida.
De acordo com a endocrinologista Dra. Carolina Mantelli, esse tipo de estratégia parte de um entendimento equivocado sobre o funcionamento dessas medicações no organismo. “As canetas emagrecedoras atuam principalmente aumentando a saciedade e reduzindo o apetite. Elas não foram desenvolvidas para neutralizar excessos alimentares, e sim para ajudar o paciente a construir um padrão alimentar mais equilibrado”, explica.
Quando há ingestão exagerada de alimentos, especialmente ricos em açúcar e gordura, o organismo responde com picos de insulina, aumento do armazenamento de gordura e ativação de processos inflamatórios. Segundo a especialista, o uso da medicação após esse tipo de comportamento não impede essas reações metabólicas. “O corpo não ‘anula’ o excesso só porque há o uso do medicamento. O impacto metabólico do exagero continua acontecendo normalmente”, ressalta.
Outro ponto de atenção é o efeito gastrointestinal. Como essas medicações retardam o esvaziamento do estômago, comer além do necessário pode intensificar sintomas como náusea, sensação de estufamento e até vômitos. “É comum que pacientes que exageram na alimentação durante o uso dessas canetas relatem desconforto significativo. Isso acontece porque o organismo já está sob efeito de uma digestão mais lenta”, afirma a Dra. Carolina.
Além dos efeitos físicos, o comportamento pode interferir diretamente na regulação dos hormônios da fome e da saciedade. “Quando a pessoa entra em um ciclo de exagerar e depois tentar compensar com medicação, ela perde a conexão com os sinais naturais do corpo. Isso pode desregular hormônios importantes, como a grelina e a leptina, dificultando ainda mais o processo de emagrecimento”, destaca.
A especialista também chama atenção para o impacto comportamental. O uso da medicação como forma de correção pode reforçar uma relação disfuncional com a alimentação, marcada por episódios de excesso seguidos de tentativa de controle. “O tratamento precisa ser construído com consciência e estratégia. Não existe atalho sustentável quando falamos de metabolismo”, pontua.
Para a Dra. Carolina Mantelli, o sucesso no uso dessas medicações está diretamente ligado à mudança de hábitos e à regularidade alimentar. “Esses medicamentos são ferramentas importantes, mas precisam estar inseridos em um contexto de cuidado integral. Quando o paciente entende o seu corpo e respeita seus sinais, os resultados são muito mais consistentes e duradouros”, conclui. 

Fonte e foto: Assessoria de Imprensa.

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