A relação comercial entre Brasil e Argentina se mantém sólida, mesmo diante da crise diplomática que afeta ambos os países. No último ano, as exportações do Brasil para a Argentina alcançaram US$ 18 bilhões, representando um aumento superior a 31% em comparação com períodos anteriores.
Atualmente, a Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, respondendo por 5% das exportações brasileiras. Em contrapartida, o Brasil absorve 13% das exportações argentinas, o que demonstra a relevância econômica dessa parceria.
Gilvan Bueno, colunista do CNN Money, comentou em uma transmissão ao vivo que a forte relação se deve em grande parte ao setor automobilístico. Ele ressaltou que existe um acordo bilateral que facilita a circulação de veículos entre os dois países, o que tem favorecido esse segmento.
Entretanto, Bueno também mencionou que o setor automotivo tem enfrentado desafios, incluindo uma recente queda nas vendas, que é influenciada pela introdução de carros elétricos no mercado. Além dos veículos, o comércio entre Brasil e Argentina envolve caminhões, autopeças, máquinas, equipamentos, produtos químicos e commodities.
O Mercosul, bloco econômico que inclui Brasil e Argentina, também desempenha um papel importante nessa relação. O bloco conquistou avanços recentes, como o acordo com a União Europeia, e está reativando as negociações com a Coreia do Sul, que estavam paralisadas há 11 anos.
Apesar da continuidade das parcerias comerciais, existe preocupação quanto aos efeitos que a tensão política possa ter sobre os negócios. Bueno alertou que, em um cenário de agravamento do conflito, a Argentina poderia ser a mais prejudicada. "Se você briga com seu maior parceiro comercial, que absorve sua produção, você é quem mais perde", afirmou.