Cometa Wierzchos se aproxima do sol e pode ser visto com telescópio

C/2024 E1 (Wierzchos) atinge periélio e ganha brilho, mas permanece invisível a olho nu

O cometa Wierzchos atinge seu ponto mais próximo do sol em 20 de janeiro, tornando-se visível com telescópios, mas não a olho nu.

O cometa Wierzchos (C/2024 E1) realizará seu periélio em 20 de janeiro de 2026, aproximando-se do sol a uma distância de aproximadamente 52,6 milhões de milhas (84,6 milhões de km). Esse evento marca o ponto mais próximo do corpo celeste em relação ao nosso astro-rei, resultando em um aumento significativo de seu brilho devido à intensificação da radiação solar.

O que acontece no periélio do cometa Wierzchos

Durante o periélio, o calor intenso do sol provoca a vaporização dos materiais congelados que compõem o núcleo sólido do cometa. Esse processo libera grandes quantidades de gás e poeira, formando uma nuvem brilhante chamada coma, que envolve o núcleo. Além disso, partículas carregadas emanadas do sol interagem com esse material, criando a característica cauda do cometa.

Visibilidade e magnitude do cometa

Segundo o Banco de Dados de Observação de Cometas (COBS) do Observatório Crni Vrh, na Eslovênia, o cometa deverá atingir uma magnitude de cerca de +8,1 nos dias que sucedem o periélio. Para efeito de comparação, objetos com magnitude até +6,5 podem ser vistos a olho nu em céus escuros. Portanto, o cometa não será visível sem auxílio óptico, mas poderá ser observado com telescópios amadores e binóculos adequados, especialmente no hemisfério sul, onde passará pela constelação Microscopium.

Trajetória e futuras observações

Após seu periélio, o Wierzchos seguirá em direção à Terra, aproximando-se a pouco mais de 93 milhões de milhas (1 Unidade Astronômica) em 17 de fevereiro, durante seu perigeu. Nessa data, estará visível no horizonte sudoeste durante o pôr do sol para observadores no hemisfério norte, com brilho estimado em magnitude +8,9. Com o tempo, sua luminosidade diminuirá conforme se afasta do sol e sobe no céu noturno.

Origem e descobertas científicas

Descoberto em março de 2024 por astrônomos do Catalina Sky Survey, projeto financiado pela NASA na Universidade do Arizona, o cometa provavelmente se originou na Nuvem de Oort, uma região esférica de material gelado que circunda o sistema solar. Observações realizadas pelo telescópio espacial James Webb indicam uma ausência marcante de cobalto em sua composição, o que sugere que esse elemento pode ter sido perdido durante interações gravitacionais com planetas gigantes no início da formação do sistema solar.

Equipamentos recomendados para observação

Para os entusiastas interessados em fotografar o cometa, câmeras mirrorless como a Sony A7R IV oferecem alta qualidade, excelente autofoco e resolução de 61 megapixels, ideais para astrofotografia. O uso de telescópios amadores e binóculos também é recomendado para a visualização do cometa durante seu pico de brilho.

Acompanhar o cometa Wierzchos é uma oportunidade única para observadores do céu explorarem um visitante vindo dos confins do sistema solar, revelando detalhes sobre a origem e evolução dos corpos gelados que circulam nosso sol.

Fonte: www.space.com

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