Guia para identificar as trajetórias do James Webb, Europa Clipper, JUICE e Voyager 1 em 2026
Descubra como localizar quatro espaçonaves lendárias como o James Webb e Voyager 1 no céu noturno de janeiro de 2026 e explore objetos celestes próximos.
O céu noturno de janeiro de 2026 oferece uma oportunidade única para entusiastas da astronomia localizarem quatro das mais lendárias espaçonaves robóticas que exploram o sistema solar e o espaço interestelar. Estas sondas, cada uma com missões científicas específicas e trajetórias distintas, iluminam não apenas os avanços tecnológicos mas também o nosso entendimento do cosmos. Neste texto, veremos como encontrar o James Webb Space Telescope, Europa Clipper, JUICE e Voyager 1, e exploraremos seus contextos astronômicos no céu.
James Webb Space Telescope: explorando os confins do universo
Lançado em 25 de dezembro de 2021, o James Webb Space Telescope (JWST) é uma ferramenta essencial para a astronomia moderna, observando galáxias antigas, estudando a formação de planetas e buscando sinais de habitabilidade em mundos distantes. Em janeiro, o JWST traça uma trajetória da direita para a esquerda no horizonte leste logo após o pôr do sol.
No dia 19 de janeiro, ele estará posicionado à esquerda da estrela Nu Orionis, no braço direito elevado da constelação de Órion. Nas duas semanas seguintes, o telescópio espacial deixa Órion e segue em direção a Júpiter, passando próximo da estrela Alhena, um dos pés da constelação Gêmeos.
Enquanto observa o JWST, aproveite também para observar a Cinturão de Órion, especialmente a estrela Alnitak. A cerca de 5 graus para o lado inferior esquerdo, encontra-se a Nebulosa de Órion, um dos objetos de céu profundo mais reconhecíveis e fascinantes para o observador.
Europa Clipper: a missão rumo à lua gelada de Júpiter
A espaçonave Europa Clipper da NASA iniciou sua jornada em 14 de outubro de 2024, com o objetivo de alcançar a órbita de Júpiter em abril de 2030 e realizar 49 sobrevoos próximos para estudar a lua Europa, potencialmente habitável devido ao seu oceano subterrâneo.
Para localizar o Europa Clipper em janeiro, procure a constelação Libra, que se ergue no horizonte sudeste por volta das 3h da manhã em meados do mês para observadores nos Estados Unidos. Próximo à estrela fraca Gamma Librae (+4,0 magnitude), em 18 de janeiro, estará o Europa Clipper, que seguirá seu caminho em direção às estrelas Acrab, Dschubba e Pi Scorpii, que formam as garras da constelação Escorpião.
JUICE: a missão conjunta ESA/NASA para as luas de Júpiter
Previsto para chegar a Júpiter em julho de 2031, o Jupiter Icy Moons Explorer (JUICE) investigará não apenas o planeta gigante, mas também suas luas Ganimedes, Calisto e Europa, buscando compreender a formação de gigantes gasosos e suas condições para a vida.
Em 19 de janeiro, o JUICE estará localizado na constelação Ofiúco, aproximadamente 10 graus abaixo da estrela Sabik (+2,4 magnitude), visível no horizonte sudeste nas horas antes do amanhecer. Na semana seguinte, ele se moverá em direção ao asterismo conhecido como “bule de chá” na constelação de Sagitário, que surge pouco antes do sol nascer no final de janeiro.
Nas proximidades, é possível avistar a estrela supergigante vermelha Antares, situada no coração da constelação Escorpião. Antares está em uma fase terminal da vida estelar e poderá, em algum momento, explodir numa supernova extremamente brilhante.
Voyager 1: o pioneiro do espaço interestelar
Lançada em setembro de 1977, a Voyager 1 é a espaçonave mais distante da Terra, tendo viajado cerca de 25,35 bilhões de quilômetros. Ela carrega o chamado Disco Dourado, contendo sons, músicas e imagens da Terra, um símbolo da humanidade para possíveis civilizações alienígenas.
No céu de janeiro, Voyager 1 está situada na constelação de Ofiúco, que nasce no horizonte leste antes do amanhecer e atinge cerca de 50 graus de altitude ao nascer do sol. Ela está posicionada dentro de um triângulo formado pelas estrelas Rasalhague (+2,0 magnitude), Kappa Ofiúco e Rasalgethi (+3,0 magnitude) da constelação Hércules.
Para um alvo bônus, a 25 graus acima de Rasalgethi encontra-se a constelação Coroa Boreal. Apesar de ser composta majoritariamente por estrelas tênues, abriga a estrela T Coronae Borealis, conhecida por suas explosões de nova aproximadamente a cada 80 anos, podendo surgir como uma estrela brilhante no céu noturno.
Explorando o céu e as missões espaciais
Este panorama do céu de janeiro de 2026 não só destaca as posições das espaçonaves que ampliam os limites do conhecimento humano, mas também convida o observador a apreciar objetos astronômicos próximos que são visíveis com telescópios amadores ou até mesmo a olho nu.
O acompanhamento dessas missões permite uma conexão mais profunda entre a ciência espacial e o público, mostrando como a exploração do cosmos pode ser acompanhada diretamente do nosso planeta, enriquecendo o interesse pela astronomia e inspirando futuras gerações de cientistas e exploradores.
Fonte: www.space.com
Fonte: NASA/JPL-Caltech