Um homem foi condenado a 39 anos e quatro meses de reclusão por cometer latrocínio consumado contra o policial civil da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) João Pedro Marquini e por latrocínio tentado contra sua esposa, a juíza Tula Corrêa de Mello. A sentença foi proferida pela 17ª Vara Criminal da Capital do Rio de Janeiro, em um caso que remonta a março de 2025, na Estrada da Grota Funda, localizada em Vargem Grande, na zona Sudoeste da cidade.
O réu, Walace Andrade de Oliveira, foi um dos denunciados, juntamente com outros quatro indivíduos. Entre eles, Antonio Augusto D’Angelo da Fonseca, que foi absolvido devido a um processo anterior pelo mesmo crime de associação criminosa armada, e Jefferson Rosa dos Reis, conhecido como “Jeffinho do Antares”, além de Alexandre Costa de Oliveira, o “Preá”, e Alefe Jonathan Ferreira Rodrigues. Os demais acusados estão ligados a uma falsa blitz que precedeu a ação criminosa.
Enquanto Antonio Augusto foi absolvido, o processo contra Alexandre Costa foi desmembrado e suspenso, uma vez que ele se encontra foragido. Já Jefferson Rosa e Alefe Jonathan tiveram sua punibilidade extinta, pois ambos faleceram. O juiz Fabio Lopes Cerqueira, responsável pela decisão, ressaltou a robustez das provas apresentadas, que confirmaram a participação de Walace no latrocínio, onde a arma e o distintivo da vítima foram subtraídos mediante disparos que resultaram na morte do policial.
O magistrado também enfatizou a gravidade do crime tentado contra Tula Corrêa, que estava com o policial no momento do ataque. O caso de João Pedro Marquini ganhou notoriedade após sua morte, ocorrida no dia 30 de março de 2025, quando ele foi abordado enquanto dirigia. Os criminosos interceptaram o veículo do policial, que voltava da casa de familiares em Campo Grande, e dispararam cinco tiros, atingindo-o em áreas vitais, resultando em sua morte imediata.
Após o ataque, os suspeitos fugiram para a comunidade César Maia, situada em Vargem Pequena, uma área que atualmente é controlada pelo Comando Vermelho. O policial João Pedro, de 38 anos, tinha 11 anos de carreira na Polícia Civil e havia recebido treinamento na SWAT, da Polícia de Miami, nos Estados Unidos. Ele deixa três filhos e sua esposa, a juíza Tula Corrêa, uma das quatro magistradas do Tribunal do Júri do Estado.
A condenação de Walace Andrade marca um passo importante na busca por justiça em um caso que abalou a segurança pública do Rio de Janeiro e levantou questões sobre a violência enfrentada pelos agentes de segurança na cidade.