A confiança depositada em quem fundou uma empresa pode ser maior do que a dedicada a executivos em geral. Na edição de 2026 do Edelman Trust Barometer, 66% dos empregados entrevistados afirmam confiar no principal executivo da organização em que atuam. Já a confiança em executivos de forma geral fica em 54% entre os participantes, considerando a média de 28 países. O estudo avalia executivos sem distinguir fundadores.
Para Henrique Reis, fundador da Sourei, startup de tecnologia com atuação em infraestrutura digital, computação em nuvem, datacenter e telecom, a marca pessoal do empreendedor tem função empresarial quando ajuda a explicar decisões sobre produtos, investimentos e crescimento. Segundo ele, a exposição também traz responsabilidade, pois os compromissos assumidos por quem representa a companhia passam a integrar a avaliação do negócio. "O fundador pode abrir uma conversa porque conhece a origem da empresa e consegue explicar aonde pretende chegar. Mas a confiança que começa nessa relação precisa continuar quando o cliente usa o produto, quando um profissional entra para a equipe ou quando um parceiro acompanha a operação. Se a experiência não corresponde ao discurso, a exposição aumenta a cobrança", afirma.
Antes de atuar em tecnologia, o empresário transformou uma operação de xerox em negócio durante a graduação em Engenharia Química e também trabalhou com venda de mel e roupas. Hoje, à frente da Sourei, atua em frentes como computação em nuvem, hospedagem, software e serviços voltados à modernização de operações empresariais. Fundada durante a pandemia, a empresa expandiu suas atividades no setor. Para Henrique, tornar as informações compreensíveis faz parte da responsabilidade de quem representa a empresa. "O cliente precisa entender o que a tecnologia resolve, quais são seus limites e como ela pode contribuir para a operação. Como fundador da Sourei, eu preciso explicar essas diferenças com clareza", aponta.
A Sourei também atua na infraestrutura física que sustenta os serviços digitais por meio da Halver, data center instalado em Varginha, no Sul de Minas Gerais. O produto oferece serviços de colocation, que permitem às empresas instalar seus equipamentos em estrutura preparada para abrigar servidores, além de backup em nuvem. Desenvolver essas atividades fora das capitais envolve decisões sobre conectividade, infraestrutura e formação de equipes. O empresário relaciona essas escolhas à construção de uma estrutura que consiga crescer além de sua atuação individual. "Construir tecnologia a partir do interior exige avaliar o que conseguimos desenvolver ali, com quais recursos e para atender as necessidades. A visão de longo prazo aparece nessas escolhas: onde investir, quais competências desenvolver e como preparar a equipe para o próximo estágio da empresa", ressalta.
O portfólio da Sourei inclui os produtos Halver, StayCloud, voltado à hospedagem, deploy de aplicações e servidores virtuais privados (VPS), e Wascer, dedicado ao rastreamento de dados pelo servidor, conhecido como server side. Com atuação nacional, a empresa tem como propósito democratizar o acesso à tecnologia, impulsionar a inovação e contribuir para o fortalecimento de novos polos tecnológicos fora dos grandes centros urbanos. Henrique Reis é fundador da Sourei, com presença no Brasil e movimento de expansão internacional, e empreende desde os 15 anos.