Confissão de assassinato em Itaúna: o caso de Alison Mesquita

Um crime que choca a comunidade e revela um histórico de violência.

Alison Mesquita confessou ter assassinado sua namorada e simulado um acidente para ocultar o crime em Itaúna, MG.

O crime que abalou Itaúna

O assassinato de Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 31 anos, por seu namorado Alison de Araújo Mesquita, de 43 anos, expôs um sombrio panorama de violência doméstica que frequentemente permanece oculto. O crime, que ocorreu no último domingo (14) na rodovia MG-050, inicialmente foi registrado como um acidente de trânsito fatal, mas investigações subsequentes revelaram uma narrativa muito mais complexa e perturbadora.

Uma simulação trágica

Após confessar à Polícia Civil, Alison admitiu que forjou um acidente para ocultar o homicídio. Imagens de câmeras de segurança de um pedágio mostraram a vítima inconsciente no volante enquanto ele, sentado no banco do passageiro, tentava controlar o carro. Essa evidência foi crucial para a reabertura do caso, que tomou uma virada inesperada quando as gravações mostraram o estado da namorada momentos antes da colisão.

O comportamento suspeito

Além das imagens, outros fatores levantaram suspeitas sobre Alison. Laudos periciais indicaram que as lesões de Henay não eram compatíveis apenas com o impacto do acidente. Marcas de agressão foram observadas, e o comportamento de Alison após o evento foi considerado estranhamente calmo. Ele foi detido durante o velório da namorada, o que chocou ainda mais a comunidade local.

Histórico de violência

Investigadores descobriram um histórico de violência doméstica entre o casal. Mensagens, fotos e registros médicos foram encontrados, levantando questões sobre a dinâmica do relacionamento e a necessidade de abordar a violência de gênero em contextos como esse. A defesa de Alison confirmou a confissão e declarou que ele irá colaborar com as autoridades, mas a dor e a perplexidade da perda de Henay continuam a ressoar entre amigos e familiares.

Este caso não apenas destaca a gravidade da violência contra a mulher, mas também a necessidade urgente de um olhar atento às situações que muitas vezes permanecem nas sombras, sem a devida atenção devida.

Fonte: jovempan.com.br

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