Conflito entre bolsonaristas e manifestantes de esquerda marca ato na USP

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Ato ocorreu no aniversário dos ataques golpistas de 2023

Um ato na USP terminou em violência após a invasão de bolsonaristas. O evento lembrava os ataques golpistas de 2023 e gerou reações acaloradas nas redes sociais.

Um ato de protesto realizado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) na tarde de 8 de janeiro de 2026, data que marca três anos dos ataques golpistas aos Três Poderes, terminou em confronto físico entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e manifestantes de esquerda. O evento, convocado por grupos como a Frente Brasil Popular e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), tinha como pauta principal a oposição ao Projeto de Lei da Dosimetria, que foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os bolsonaristas, identificados como Douglas Garcia, Rubinho Nunes e Malcon Mazzucatto, invadiram a manifestação e acabaram se envolvendo em uma série de agressões. Em suas redes sociais, Rubinho Nunes relatou o ocorrido, afirmando que foram agredidos enquanto tentavam contestar a narrativa dos manifestantes sobre os eventos de 8 de janeiro. Ele postou vídeos que mostram os momentos de tensão, descrevendo a situação como uma demonstração da “esquerda do amor” em ação.

Douglas Garcia, outro bolsonarista presente, também compartilhou vídeos onde aparece em meio à confusão, justificando sua reação como defesa pessoal após ser atacado. Ele afirmou que a situação escalou rapidamente, culminando em trocas de socos entre as partes envolvidas. A resposta agressiva dos bolsonaristas gerou uma onda de indignação nas redes sociais, evidenciando a polarização que permeia o cenário político brasileiro.

O ato tinha como objetivo não apenas lembrar os ataques golpistas de 2023, mas também protestar contra a tentativa de redução de penas para os condenados por essas ações. O Projeto de Lei da Dosimetria, se aprovado, permitiria a diminuição significativa das penas para indivíduos como Bolsonaro, que enfrenta condenações por sua liderança em movimentos golpistas após as eleições de 2022.

Lula, ao anunciar o veto ao projeto, reiterou a importância da democracia, afirmando que ela deve ser constantemente defendida e construída. Ele descreveu o dia 8 de janeiro como um marco de resistência contra aqueles que tentaram desestabilizar a ordem democrática no Brasil.

Enquanto os grupos de esquerda ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o episódio de violência, o clima de tensão entre os dois lados continua a crescer, refletindo um Brasil profundamente dividido em sua política. O ato na USP serve como um lembrete da necessidade de diálogo e respeito mútuo, em um momento em que o extremismo parece dominar as interações entre diferentes ideologias políticas.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Reprodução/X

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