Conflito entre EUA e Irã se intensifica com nova série de ataques

As Forças Armadas dos Estados Unidos completaram, neste sábado (18), a oitava noite consecutiva de ataques direcionados ao Irã. A ofensiva, conforme informado pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), teve como alvo instalações militares iranianas de vigilância costeira e de defesa aérea.

O motivo para esses ataques foi a agressão das forças da Guarda Revolucionária Islâmica, que na sexta-feira (17) lançaram ataques contra militares americanos posicionados na Jordânia. O CENTCOM declarou que as ações visavam "punir rapidamente" o Irã pela morte de militares dos EUA durante os confrontos.

Além disso, quatro militares americanos foram hospitalizados na Jordânia por motivos médicos, embora já tenham recebido alta. Outros integrantes das Forças Armadas apresentaram ferimentos leves e já estão de volta ao serviço. Essa situação se dá em um contexto de crescente tensão entre os dois países.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã assumiu, por meio de um comunicado, a responsabilidade pelos ataques a uma base utilizada por forças americanas em Al-Azraq, na Jordânia. Essas novas baixas são reportadas em um momento crítico, em que um frágil cessar-fogo entre os EUA e o Irã praticamente entrou em colapso nesta semana, com uma troca de ataques entre as partes.

Os ataques letais dos EUA foram seguidos por uma série de ofensivas iranianas, utilizando drones e mísseis, visando um número crescente de alvos em países que abrigam bases americanas. Em uma atualização mais recente, autoridades iranianas informaram que 12 iranianos perderam a vida em um único dia, elevando o total de mortes no país para 50 nesta fase recente do conflito.

Um vice-governador da província iraniana de Hormozgan declarou que uma usina de dessalinização de água foi destruída em um ataque com mísseis dos EUA. Até o momento, As Forças Armadas americanas não se pronunciaram sobre essa alegação específica.

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