No último domingo (19), a Organização de Energia Atômica do Irã denunciou um ataque de forças americanas a uma usina nuclear em construção localizada no sudoeste do país. Em um comunicado, a organização classificou o ataque como um ato agressivo que contraria o direito internacional, afirmando que vários projéteis foram lançados contra a usina de Darkhovin.
A embaixada dos Estados Unidos, também no domingo (19), emitiu um alerta sobre uma ameaça específica na Jordânia, resultando na evacuação do Aeroporto Internacional e do porto marítimo de Aqaba. O alerta recomendou que cidadãos americanos evitassem a área e seguissem as orientações de segurança, embora autoridades jordanianas tenham negado que a evacuação tenha ocorrido.
Em um desdobramento relacionado, a Guarda Revolucionária do Irã relatou um “acidente” envolvendo dois navios no Estreito de Ormuz. Segundo a Guarda, as embarcações tentaram atravessar a região por uma rota considerada insegura, enquanto outras duas optaram por abandonar o percurso. A Guarda afirmou que as quatro embarcações desconsideraram os avisos do Irã e contaram com suporte dos Estados Unidos.
Esses eventos marcam o oitavo dia consecutivo de bombardeios americanos no Irã, com ataques direcionados a infraestrutura civil, incluindo pontes e usinas de dessalinização. Em resposta ao aumento das tensões no Oriente Médio, o Departamento de Estado dos EUA emitiu um alerta global de segurança, aconselhando os americanos a exercerem cautela, especialmente na região.
O presidente Donald Trump, em entrevista ao NewsNation, expressou pesar pelas mortes ocorridas e comentou sobre os rumores de um ataque iraniano à base militar americana de Al-Tanf, na Síria, uma instalação próxima à tríplice fronteira com a Jordânia e o Iraque. A Guarda Revolucionária do Irã alegou que a retaliação ocorreu em resposta à morte de seus soldados em ataques realizados pelos EUA.
Além disso, a situação no Golfo de Áden se complicou com a abordagem de homens armados ao navio-tanque químico Asana, que navegava sob bandeira da Tasmânia, próximo à costa do Iémen. O navio tinha como destino o porto de Bosaso, na Somália, conforme informações de rastreamento marítimo. A UKMTO, agência marítima britânica, também reportou um incidente similar na região, onde uma embarcação foi abordada a cerca de 65 milhas náuticas (120 km) ao sul do porto de Al Mukalla.