Conflito no Oriente Médio: EUA intensificam ações militares contra o Irã

Na noite de quarta-feira (28), autoridades americanas confirmaram a realização de novos ataques militares contra o Irã. Os alvos, segundo um oficial anônimo, incluíam uma instalação militar que representava ameaça tanto para as forças dos Estados Unidos quanto para o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. Durante as operações, militares americanos interceptaram e derrubaram drones iranianos que também se mostravam perigosos para a navegação na região.

A agência de notícias semioficial Fars, do Irã, relatou que três explosões foram ouvidas em Bandar Abbas, uma cidade portuária estratégica próxima ao Estreito de Ormuz. Informações indicam que os sistemas de defesa aérea da região foram ativados brevemente, mas as autoridades locais ainda investigam as causas das explosões.

Ainda na quarta-feira, a mídia estatal iraniana informou que quatro embarcações tentaram atravessar o Estreito de Ormuz sem a devida coordenação com as forças de segurança do Irã. Essas embarcações foram advertidas e obrigadas a retornar após disparos de aviso. A agência Tasnim informou que a Guarda Revolucionária Islâmica disparou contra um “petroleiro americano”, forçando-o a recuar. Em resposta, os Estados Unidos dispararam contra uma área deserta próxima a Bandar Abbas.

Um oficial americano comentou que as forças dos EUA atingiram uma estação de controle de drones em Bandar Abbas e derrubaram quatro drones iranianos que representavam risco para as tropas e para o tráfego marítimo. Esses eventos se somam a ataques realizados na segunda-feira (25), quando os EUA realizaram o que chamaram de “ataques defensivos” contra embarcações iranianas e locais de lançamento de mísseis na proximidade do estreito.

Na mesma quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou as preocupações sobre as repercussões políticas de um conflito prolongado com o Irã. Durante uma reunião na Casa Branca, ele expressou que não estava preocupado com a pressão das eleições legislativas de meio de mandato, que estão programadas para novembro. Apesar de alguns sinais de aproximação entre os dois países, ainda não existe um acordo de paz definitivo.

Trump enfrenta crescente pressão dentro do Partido Republicano em relação à duração do conflito e seu impacto econômico, especialmente nos preços da gasolina nos Estados Unidos. Inicialmente, o presidente havia afirmado que o conflito duraria entre quatro e seis semanas, mas, em diferentes momentos, sugeriu que poderia terminar em poucos dias. Além das questões relacionadas à guerra, parlamentares republicanos criticam seu foco em projetos de construção em Washington, incluindo reformas na Casa Branca e novos monumentos na capital.

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