Apesar da repressão, manifestantes continuam a se mobilizar em várias regiões do país.
Os protestos no Irã seguem ativos, resultando em 65 mortes e milhares de prisões.
Protestos no Irã: um cenário de repressão e resistência
Os protestos no Irã continuam a ganhar força em várias regiões do país, mesmo diante da crescente repressão imposta pelo governo. Neste sábado, 10 de janeiro de 2026, a ONG de direitos humanos Hrana relatou que pelo menos 65 pessoas perderam a vida desde o início dos confrontos, sendo 50 manifestantes e 15 membros das forças de segurança. Além disso, o número de detidos já chega a 2.300.
Os protestos, que começaram em resposta ao impacto da inflação crescente, rapidamente se transformaram em um movimento político, com os manifestantes exigindo o fim do regime clerical que governa o país. A situação se agravou quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os EUA estão “prontos para ajudar” os iranianos, enquanto as autoridades locais intensificam os esforços de repressão.
A repressão e suas consequências
A Guarda Revolucionária, a força militar de elite do Irã, tem classificado os protestos como atos de “terrorismo” e reafirmado seu compromisso em garantir a segurança dos prédios públicos. Em resposta aos protestos, o regime anunciou que as medidas repressivas poderão ser intensificadas, criando um clima de temor entre os manifestantes.
A mídia estatal divulgou informações sobre um incêndio em um prédio municipal na cidade de Karaj, atribuindo a responsabilidade aos manifestantes. Além disso, imagens de funerais de membros das forças de segurança mortos durante os protestos foram transmitidas pela televisão estatal, reforçando a narrativa do governo sobre a violência nos atos.
Mobilização popular e apagões de internet
Imagens compartilhadas em redes sociais mostraram grandes multidões protestando nas ruas de Teerã, acompanhadas de incêndios e confrontos. Um vídeo do grupo oposicionista Organização Mujahideen do Povo (MEK) capturou centenas de manifestantes reunidos em uma das praças centrais da capital. No entanto, a falta de acesso à internet, devido a apagões, tem dificultado a comunicação e a coordenação entre os protestantes, tornando a avaliação da dimensão real dos atos mais complicada.
O impacto internacional
O movimento de protesto no Irã não apenas preocupa as autoridades locais, mas também atrai a atenção internacional. As acusações do regime iraniano de que os Estados Unidos e Israel estão por trás dos protestos refletem a tensão existente entre o país e essas nações ocidentais. A situação continua a evoluir, e muitos observadores estão atentos às possíveis repercussões de uma intervenção internacional, em um cenário marcado pela instabilidade.
Conclusão
Os eventos no Irã estão longe de uma resolução pacífica. Enquanto os protestos se intensificam e a repressão se torna mais severa, a luta dos iranianos por liberdade e direitos fundamentais continua. O futuro político do Irã permanece incerto, e as próximas semanas poderão ser decisivas para o desenrolar desse movimento histórico.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Reprodução/Redes Sociais
