3º encontro da confraria evidencia tensões e ausências entre ex-parlamentares da capital paranaense
Confraria de ex-vereadores de Curitiba marcou seu 3º encontro em fevereiro de 2026 em meio a tensões e baixas presenças, refletindo crise interna.
Desde o ano passado, a Confraria de ex-vereadores de Curitiba tem promovido encontros para relembrar os tempos da Câmara Municipal da capital paranaense. O grupo reúne antigos parlamentares das últimas legislaturas e até do século passado, muitos dos quais hoje atuam em outras áreas ou permanecem envolvidos na política local.
O terceiro encontro e as tensões internas
O terceiro encontro da confraria foi agendado para o dia 10 de fevereiro de 2026, na casa de um deputado estadual residente em Santa Felicidade. Este parlamentar manifestou interesse em tentar a reeleição para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) nas eleições previstas para 4 de outubro daquele ano. A escolha do local, uma residência ligada a um político ativo, já indicava a presença de figuras com interesses eleitorais no evento.
No entanto, além dos reencontros e trocas de memórias, a confraria tem enfrentado dificuldades para manter o grupo coeso. Alguns ex-vereadores manifestaram desinteresse em participar, citando compromissos familiares, uma justificativa que na verdade mascara o desconforto em conviver com antigos adversários do Palácio Rio Branco e do cenário político curitibano atual.
A expectativa e os atritos
O encontro, que em outras ocasiões funcionou como um espaço descontraído para a troca de experiências, passou a ser marcado por desconfianças. A presença de “furões” e pedidores de votos tem provocado um clima de tensão, com alguns membros receosos de serem pressionados politicamente ou de reviver disputas do passado.
Além disso, a divergência entre os ex-parlamentares reflete a complexidade da política local, onde alianças, ressentimentos e interesses eleitorais moldam as relações mesmo após o término dos mandatos.
A confraria como espaço político e social
Mais do que um simples grupo de ex-vereadores, a confraria de Curitiba pode ser vista como um microcosmo das dinâmicas políticas da cidade. Os encontros servem para fortalecer laços, negociar apoios e até mesmo planejar estratégias para eleições futuras.
Por outro lado, a atual crise aponta para um desgaste nas interações e um desafio para manter o grupo unido diante das mudanças no cenário político e das disputas internas.
Contexto político e perspectivas para 2026
A proximidade das eleições estaduais e municipais coloca ainda mais pressão sobre os ex-parlamentares, muitos deles buscando voltar a cargos eletivos ou influenciar resultados eleitorais. A residência do deputado em Santa Felicidade, como palco do encontro, simboliza essa interrelação entre memória política e ambição eleitoral.
Assim, a confraria, mesmo com suas tensões, continua sendo um espaço relevante para o debate e articulação política em Curitiba, refletindo as particularidades e os desafios da política paranaense em 2026.
Fonte: blogdotupan.com.br
Fonte: Carlos Costa/CMC
