Congresso exige que DOJ pare de rastrear buscas sobre Epstein

Legisladores criticam o monitoramento do DOJ em investigações sobre Jeffrey Epstein.

Legisladores dos EUA questionam a prática de rastreamento do DOJ sobre buscas de Epstein.

O recente episódio envolvendo o monitoramento das buscas feitas por membros do Congresso nos arquivos de Jeffrey Epstein evidencia uma tensão crescente entre a Câmara dos Representantes e o Departamento de Justiça dos EUA. Legisladores, incluindo Pramila Jayapal, não hesitaram em expressar sua indignação com a prática, considerando-a uma violação da separação dos poderes e uma ameaça à independência legislativa.

Contexto sobre o Monitoramento do DOJ

O Departamento de Justiça começou a liberar versões não redigidas dos arquivos de Epstein para os membros do Congresso, permitindo que realizassem pesquisas em computadores do DOJ. Porém, essa liberação veio acompanhada de uma política de rastreamento que registra as datas e horários de acesso dos parlamentares aos documentos. O uso de tecnologia para monitorar as atividades de busca foi amplamente criticado pelos legisladores, que alegam que isso cria um ambiente hostil à supervisão adequada e ao exercício de suas funções constitucionais.

Críticas dos Legisladores

Durante uma audiência na Comissão Judiciária da Câmara, a procuradora Bondi foi confrontada por membros de ambos os partidos. Jayapal trouxe à tona o que chamou de “livro de queimaduras”, que continha detalhes de suas pesquisas. Durante a audiência, ela enfatizou que a prática é “totalmente inadequada” e uma intromissão inaceitável nos procedimentos legislativos. Além disso, outros parlamentares, como Jamie Raskin e Nancy Mace, também expressaram preocupações sobre a vigilância, demandando uma investigação sobre o que consideram um abuso de poder.

Consequências Potenciais e Oposição Bipartidária

As consequências dessa situação são significativas. A crescente pressão sobre o DOJ para acabar com essa vigilância pode levar a uma revisão das políticas de acesso e monitoramento de documentos por parte de membros do Congresso. A ampla desaprovação entre os legisladores, que abrange tanto democratas quanto republicanos, sugere que há uma possibilidade real de que o Congresso busque aprovar medidas que protejam a privacidade dos parlamentares em investigações futuras. Jayapal mencionou a intenção de formar um consenso bipartidário para garantir que as buscas em arquivos do DOJ sejam realizadas sem vigilância.

Conclusão

Este incidente ressalta a importância de um diálogo contínuo sobre a privacidade e a integridade do processo legislativo nos Estados Unidos. O monitoramento das atividades dos parlamentares não só ameaça a autonomia do Congresso, mas também pode impactar a confiança pública nas instituições democráticas, o que é vital para o funcionamento saudável do governo. À medida que o debate avança, a expectativa é de que o DOJ reavalie suas práticas para garantir que o acesso a informações sensíveis não prejudique a atuação dos legisladores.

Fonte: www.nbcnews.com

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