Conselho da Paz de Trump em Davos desafia ONU e atrai apoio de Milei

CNBC)

Lançado durante o Fórum Econômico Mundial, o novo conselho visa a reconstrução da Faixa de Gaza e provoca controvérsias internacionais

Donald Trump oficializou em Davos o Conselho da Paz, órgão que visa a reconstrução da Faixa de Gaza e desafia o papel da ONU, com apoio do argentino Javier Milei.

O lançamento do “Conselho da Paz” por Donald Trump em Davos marcou um capítulo controverso no cenário diplomático internacional. A cerimônia ocorreu durante o Fórum Econômico Mundial, na Suíça, no dia 22 de janeiro de 2024, reunindo cerca de 30 líderes ao redor de um projeto que visa a supervisão da reconstrução da Faixa de Gaza.

Um projeto com ambições e críticas

A iniciativa, idealizada pela administração Trump, propõe a construção de arranha-céus e a desmilitarização da região, prometendo transformações significativas. No entanto, o conselho é visto por muitos na comunidade internacional como uma tentativa de minar o poder da Organização das Nações Unidas (ONU). Durante seu discurso, Trump criticou diretamente a ONU, afirmando que nunca havia falado com a organização e reconhecendo o potencial que ela tinha, mas sugerindo que o novo órgão teria uma autonomia muito maior.

Presença de aliados ideológicos e apoio de Javier Milei

No evento, além de Trump, estiveram presentes figuras como o presidente da Argentina, Javier Milei, que endossou a iniciativa, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, e o presidente do Paraguai, Santiago Peña. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, qualificou o conselho não apenas como um órgão de paz, mas como um “conselho de ação”, indicando uma postura mais ativa e independente do que os organismos tradicionais.

O convite a Lula e as respostas diplomáticas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi formalmente convidado a integrar o grupo de 60 lideranças que compõem o Conselho da Paz. Até o lançamento do órgão, não houve resposta oficial do governo brasileiro ao convite norte-americano, o que mantém em aberto a participação do Brasil nessa nova configuração internacional.

Implicações para a ONU e o futuro da diplomacia

A autonomia proclamada por Trump para o conselho indica uma possível redefinição das relações diplomáticas em questões delicadas como a reconstrução da Faixa de Gaza, tradicionalmente coordenada pela ONU. O desinteresse expresso pelo ex-presidente americano em manter relações próximas com a ONU levanta questionamentos sobre a efetividade da cooperação multilateral nesse contexto e o impacto que essa iniciativa terá na geopolítica regional e global.

O “Conselho da Paz” apresenta-se, assim, como uma alternativa à diplomacia tradicional, apoiada por líderes alinhados ideologicamente a Trump, e promete mudanças significativas na abordagem das questões de paz e reconstrução no Oriente Médio.

Fonte: portalleodias.com

Fonte: CNBC)

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