Construção Civil em 2026: Entre o Gargalo do Crédito e a Reaceleração Tecnológica

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O balanço consolidado de 2025 revelou um setor sólido, mas que operou com os freios puxados

 

 

O setor de construção civil no Brasil cruza o primeiro bimestre de 2026 em um ponto de inflexão decisivo. Após encerrar 2025 sob o signo da resiliência e de um
crescimento moderado, o mercado agora calibra suas expectativas para o que Gustavo Selig, CEO do Grupo Hestia, define como o ano da “aceleração estratégica”.
O balanço consolidado de 2025 revelou um setor sólido, mas que operou com os “freios puxados”. O PIB da construção registrou alta de 4,6% no acumulado de 12
meses até o ano passado, impulsionado sobretudo pelos investimentos em infraestrutura, que cresceram 11% e funcionaram como uma âncora contra a desaceleração mais brusca.

 

 

O Cenário Atual: Estoques Baixos e o Nó do Financiamento
Neste início de 2026, o mercado imobiliário lida com uma dualidade persistente. Por um lado, a demanda real segue aquecida, especialmente no segmento Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que abocanhou 47% das unidades comercializadas recentemente. Por outro lado, o setor enfrenta o menor nível de estoque da década:
apenas 8,2 meses de oferta.

“Temos uma pressão natural por novos lançamentos devido ao estoque historicamente baixo, mas o crédito à produção imobiliária, que despencou 49% no último semestre de 2025, ainda é o grande gargalo que precisamos destravar agora em 2026”, observa Selig.
A valorização dos imóveis manteve-se consistente, fechando o último período com alta de 4,2%, situando-se acima da inflação e confirmando o imóvel como um ativo de proteção patrimonial.

 

 

 

Desafios Estruturais: Mão de Obra e Eficiência

Além do crédito, a escassez de mão de obra qualificada permanece no topo das preocupações, afetando 36,9% das construtoras. Para Selig, este é o “gargalo
estrutural”; que pode limitar a capacidade de entrega das empresas nos próximos meses.
Como resposta, 2026 consolida a transição para métodos mais industriais:
● Digitalização e BIM/IA: Tornaram-se centrais para o planejamento e mitigação de riscos financeiros.

● Construção Offsite: A construção modular ganha força como alternativa para combater o desperdício e a falta de profissionais no canteiro.

● Sustentabilidade (ESG): Deixou de ser diferencial para se tornar critério de sobrevivência e exigência de compliance.

 

 

 

Perspectivas para o Restante de 2026
O sucesso do ano vigente dependerá da resolução de um “tripé”; crítico apontado pelo CEO do Grupo Hestia: o custo do crédito, a escassez de profissionais e o baixo estoque.
“A construção civil sempre reage rápido quando o ambiente melhora. O que definirá o fechamento de 2026 é justamente a capacidade do governo e do mercado em
criar condições para que o setor volte a liderar o crescimento nacional”, conclui o executivo.

 

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Fonte e fotos: Assessoria de Imprensa.

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