Contratos da Booz Allen cancelados após vazamento de dados fiscais de Trump

CNBC

Departamento do Tesouro encerra contratos após funcionário vazar registros confidenciais

Departamento do Tesouro cancela contratos com Booz Allen após vazamento de dados fiscais de Donald Trump por funcionário da empresa.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, liderado por Scott Bessent, anunciou o cancelamento de todos os contratos com a consultoria Booz Allen Hamilton após um grave incidente de segurança que envolveu o vazamento de registros fiscais confidenciais do presidente Donald Trump. Esta medida reflete a preocupação do governo em restaurar a confiança pública após a exposição de informações privadas.

Vazamento e consequências para a Booz Allen Hamilton

Entre 2018 e 2020, Charles Edward Littlejohn, funcionário da Booz Allen Hamilton, furtou e vazou dados fiscais sigilosos de aproximadamente 406 mil contribuintes, incluindo figuras de alto perfil como Trump, Jeff Bezos e Elon Musk. Os dados foram divulgados para veículos de imprensa como The New York Times e ProPublica, gerando enorme repercussão e questionamentos sobre a segurança das informações no governo.

A divulgação não autorizada resultou em danos significativos à reputação da empresa. Imediatamente após o anúncio do cancelamento dos contratos pelo Tesouro, as ações da Booz Allen Hamilton caíram 8%, refletindo a reação negativa do mercado frente à falha de segurança.

Medidas adotadas pelo Departamento do Tesouro

Scott Bessent enfatizou que a decisão de cancelar os contratos, que somavam 31 acordos com gastos anuais de cerca de 4,8 milhões de dólares e obrigações totais de 21 milhões, é crucial para combater desperdícios, fraudes e abusos, além de recuperar a confiança dos cidadãos americanos nas instituições governamentais.

Bessent destacou que a Booz Allen não implementou as salvaguardas adequadas para proteger os dados sensíveis a que tinha acesso, sobretudo as informações fiscais fornecidas pelo Internal Revenue Service (IRS).

Desfecho judicial

Charles Edward Littlejohn, de 40 anos, admitiu em outubro de 2023 a prática de divulgar informações fiscais sigilosas e foi condenado em janeiro de 2024 ao máximo de cinco anos de prisão federal. A punição serve como um marco para reforçar a importância da proteção dos dados e da responsabilidade dentro de contratos governamentais.

Impactos para o futuro

Este caso ressalta a vulnerabilidade de dados fiscais mesmo em ambientes altamente regulados e aponta para a necessidade de revisões rigorosas nos processos de segurança e contratação do governo. A repercussão econômica sobre a Booz Allen evidencia os riscos para empresas que lidam com informações sensíveis e a pressão para melhorar mecanismos de controle.

O Departamento do Tesouro segue avaliando suas políticas de segurança para evitar que incidentes dessa natureza voltem a ocorrer, reforçando o compromisso com a proteção das informações dos contribuintes.

A reportagem buscou o posicionamento da Booz Allen Hamilton, que ainda não se manifestou sobre o cancelamento dos contratos.

Fonte: www.cnbc.com

Fonte: CNBC

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