Controle da Venezuela por EUA marca novo capítulo na história da América do Sul

desfecho de 2025 pode marcar fim de Maduro na Venezuela- Metrópoles

Intervenção militar dos Estados Unidos levanta preocupações sobre hegemonia e soberania regional.

A intervenção dos EUA na Venezuela, que culminou na captura de Maduro, levanta questões sobre a hegemonia americana na América do Sul.

A intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, marca um ponto de inflexão na política da América do Sul. Esta manobra, realizada em 3 de janeiro de 2026, escancara uma nova realidade: pela primeira vez, os EUA atacaram militarmente um país da região.

Contexto da Intervenção Militar

As tropas americanas avançaram sobre Caracas em uma operação que, segundo o presidente Donald Trump, está intimamente ligada à exploração do petróleo venezuelano. “Nossa presença na Venezuela tem tudo a ver com o petróleo. Essa riqueza ajudará os venezuelanos e será reembolsada aos Estados Unidos pelos danos causados ao nosso país”, afirmou Trump durante uma coletiva na sua residência em Mar-a-Lago.

Essa declaração ressoa com a história de intervenções dos EUA na América Latina, onde a hegemonia americana frequentemente se sobrepôs à soberania dos países locais. O ataque atual se insere em um contexto histórico que remonta à Doutrina Monroe e ao Corolário Roosevelt, que legitimaram intervenções militares na região sob a justificativa de proteger interesses estratégicos.

Comparações Históricas

A ação recente evoca comparações com episódios passados, como a derrubada de Salvador Allende no Chile em 1973. Naquela ocasião, a intervenção americana resultou em décadas de repressão política. Hoje, a captura de Maduro não apenas representa uma continuidade dessa lógica de intervenção, mas também um passo mais audacioso, com os EUA assumindo diretamente o controle da Venezuela até que uma transição de governo seja estabelecida.

Implicações para o Futuro da Venezuela

A situação na Venezuela agora é marcada por um controle direto dos EUA, o que levanta questões sobre os impactos a longo prazo para a soberania do país e para a região como um todo. A administração Trump anunciou que não gastará com a reconstrução do país, mas se concentrará na recuperação dos recursos energéticos, evidenciando uma abordagem pragmática e focada na exploração econômica.

Conclusão

A intervenção dos EUA na Venezuela é um evento sem precedentes que reabre discussões sobre a hegemonia americana na América do Sul. À medida que o cenário se desenrola, será crucial observar como a comunidade internacional responde a essa nova dinâmica e quais serão as repercussões para a soberania e a autonomia dos países da região.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: desfecho de 2025 pode marcar fim de Maduro na Venezuela- Metrópoles

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