Convulsões: quem pode sofrer e quais os gatilhos?

Entenda as causas e consequências com a cardiologista Obdulia Linares

A cardiologista Obdulia Linares explica as causas das convulsões e os fatores de risco.

As convulsões são episódios que podem ocorrer em qualquer momento e afetar qualquer indivíduo, independentemente de sua condição física. Recentemente, casos de convulsões envolvendo o atleta Alexandre, do Sampaio Corrêa-RJ, e o ator Henri Castelli, durante o BBB 26, geraram discussões sobre as causas e cuidados necessários para evitar esses eventos. A cardiologista Obdulia Linares, em entrevista ao portal BacciNotícias, esclarece os fatores que podem desencadear convulsões e a importância de uma avaliação médica adequada.

Entendendo as convulsões e suas causas

Convulsões podem ocorrer devido a várias razões, sendo que estresse, cansaço e predisposições genéticas são algumas das mais comuns. A doutora Obdulia ressalta que mesmo indivíduos que mantém uma rotina de exercícios rigorosa e alimentação controlada podem sofrer convulsões. O jogador Alexandre, por exemplo, convulsionou logo no início de uma partida, levantando questões sobre a relação entre a preparação física e a saúde neurológica.

“Um atleta pode estar em excelente forma e ainda assim sofrer um episódio, pois a convulsão independe do condicionamento físico. Altos níveis de estresse e ansiedade, assim como problemas pessoais, podem servir de gatilho em pessoas que já possuem uma predisposição”, explica a cardiologista. Essa afirmação é importante, uma vez que convulsões não são sempre associadas à exaustão física extrema ou a condições de saúde visíveis.

O que desencadeia convulsões?

Além do estresse, fatores como o uso de substâncias como termogênicos, energéticos e cafeína podem impactar a saúde cardiovascular, aumentando a chance de arritmias, que podem, por sua vez, desencadear convulsões. Obdulia destaca que a predisposição genética é uma das causas mais comuns, assim como a presença de focos convulsivos não diagnosticados, que muitas vezes não são detectados em exames neurológicos rotineiros realizados em atletas de alto rendimento.

O caso de Alexandre, por exemplo, ocorreu logo aos 8 minutos de jogo, o que indica que o desgaste físico não é sempre um fator determinante. Por outro lado, Henri Castelli, que sofreu uma convulsão durante uma prova de resistência no BBB 26, ilustra um cenário onde a exaustão física poderia ser um fator mais aparente.

Consequências e cuidados necessários

A cardiologista ainda alerta que, embora convulsões raramente sejam fatais, elas podem levar a situações perigosas, como traumatismos cranianos durante quedas ou asfixia. Portanto, é essencial que todos, especialmente atletas, realizem um acompanhamento médico rigoroso que inclua avaliações neurológicas, não apenas cardiológicas.

“Convulsões geralmente não são fatais por si só, mas podem resultar em mortes acidentais se não houver um cuidado adequado no momento do episódio”, enfatiza Obdulia.

A alta hospitalar de Alexandre foi motivada pela realização de exames que descartaram alterações neurológicas e cardíacas, e agora ele seguirá um período de repouso em casa. Isso serve como um alerta para a importância de prestar atenção à saúde integral, considerando tanto aspectos físicos quanto neurológicos, para evitar complicações futuras.

Conclusão

As convulsões são um fenômeno complexo que pode afetar qualquer pessoa, independentemente do seu estado de saúde aparente. O entendimento sobre suas causas e gatilhos é crucial para a prevenção e manejo adequado desses episódios. Profissionais de saúde devem estar atentos e oferecer uma abordagem holística que considere tanto a saúde física quanto a mental. Essa atenção poderá contribuir para a redução da incidência de convulsões e garantir uma melhor qualidade de vida para todos.

Fonte: baccinoticias.com.br

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