A Copel divulgou uma nota explicativa sobre o reajuste previsto nas tarifas de Energia Elétrica. O aumento, que está sendo analisado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), é de 19,2% e ainda depende de homologação da agência reguladora.
A companhia paranaense buscou reduzir o impacto inicialmente estimado em 26% pela Aneel, solicitando a aplicação do diferimento máximo permitido. Mesmo com o reajuste, a tarifa no Paraná deve continuar entre as três mais baixas do Brasil, com um valor em torno de R$ 0,76 para consumidores residenciais.
A composição da tarifa de Energia Elétrica inclui três partes principais: o custo da energia, encargos definidos por políticas públicas e a parcela destinada à operação e manutenção das redes elétricas. Aproximadamente 20% do que é pago pelo consumidor corresponde à parte que remunera a Copel, que utiliza esses recursos para investimentos na infraestrutura de energia no estado.
Cerca de 80% do valor cobrado na conta de luz SE destina ao sistema elétrico nacional, abrangendo a compra e transmissão de energia, encargos federais e subsídios, que são suportados pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Essa conta, criada em 2002, tem um papel significativo na pressão de custos sobre as tarifas de energia.
Os subsídios, como os destinados à energia solar, impactam todos os consumidores, embora beneficiem diretamente quem utiliza sistemas fotovoltaicos. No Paraná, o número de clientes que SE utilizam da energia solar aumentou de 55.202 em dezembro de 2020 para 528.493 em dezembro de 2025, representando 10% da base de clientes do estado.
A Copel reafirma seu compromisso com a transparência e com a prestação de um serviço público essencial, trabalhando em conjunto com a Aneel para minimizar os impactos tarifários sobre os consumidores paranaenses.