Em uma declaração divulgada nesta terça-feira (7), a agência de notícias estatal da Coreia do Norte, KCNA, expressou preocupações sobre a crescente militarização do Japão, afirmando que essa agressão externa "não é uma hipótese, mas uma realidade". O comentário se concentrou nos planos do Japão de desenvolver submarinos não tripulados, que seriam capazes de realizar ataques contra embarcações inimigas.
O texto da KCNA detalhou que esses submarinos teriam a capacidade de transportar torpedos e minas navais, podendo ser posicionados próximos ao litoral de nações vizinhas. Essa estratégia permitiria a realização de ataques preventivos contra navios adversários em situações de conflito.
Além disso, a KCNA acusou Tóquio de renunciar à sua política de defesa, transformando suas forças armadas em uma "força totalmente ofensiva e agressiva". A crítica se intensifica em um momento em que o Japão busca produzir em massa mísseis de longo alcance e desenvolver um novo míssil balístico com alcance de até 3.000 quilômetros.
O Japão também está instalando versões aprimoradas de mísseis antinavio e armas planadoras hipersônicas, além de adquirir mísseis fabricados no exterior, como os Tomahawk, que são originários dos Estados Unidos. O Ministério das Relações Exteriores do Japão não se manifestou sobre as acusações feitas pela KCNA.
Essa declaração ocorre em um contexto em que a Coreia do Norte tem enfatizado o avanço de seu próprio programa naval. Recentemente, a KCNA noticiou que o líder Kim Jong Un supervisionou o lançamento de um míssil de cruzeiro estratégico e realizou testes de armamento a bordo do novo destróier Kang Kon, que tem 5.000 toneladas.
Kim Jong Un solicitou a ampliação das capacidades de combate da Marinha da Coreia do Norte e determinou que o destróier entre em operação dentro de dois meses. A Coreia do Norte também comissionou o destróier Choe Hyon, com a mesma tonelagem, e anunciou planos para a construção de outras embarcações de guerra, incluindo navios maiores com até 10.000 toneladas.