O coronel José Augusto Coutinho, que foi comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, foi mencionado em um depoimento anexado a um inquérito da Corregedoria da Polícia Militar. A investigação apura a possível participação de policiais na escolta ilegal de dirigentes de uma transportadora associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) na cidade de São Paulo.
Coutinho deixou seu cargo no dia 16, e sua saída pode estar relacionada a esta e outras investigações nas quais ele é mencionado, incluindo a suspeita de que ele teria oferecido proteção a policiais envolvidos com o Crime Organizado. A defesa do coronel declarou que ainda não teve acesso aos documentos do inquérito, mas ressaltou que a citação em um procedimento investigativo não implica necessariamente em responsabilidade ou envolvimento em irregularidades.
O depoimento que trouxe à tona o caso foi informado inicialmente pelo jornal "O Globo" e obtido pela GloboNews. No relato, o sargento Alexandre Aleixo Romano Cezário, que foi preso em 4 de fevereiro por realizar segurança privada para diretores da Transwolff, alega que Coutinho, então major da PM e comandante da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tentou convencê-lo a não deixar a unidade de elite da corporação.
Romano Cezário afirmou ter conversado com Coutinho e relatou uma troca em que o coronel mencionou a dificuldade financeira vivida por sua família e o fato de que seu irmão continuava a trabalhar em atividades paralelas, conhecidas como