Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, morreu após internação em hospital de BH
O corpo de Luiz Phillipi, conhecido como Sicário, foi liberado pelo IML de Belo Horizonte após sua morte em hospital da capital mineira.
O corpo de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e associado a Daniel Vorcaro, foi liberado pelo Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette, em Belo Horizonte, permitindo que a família prossiga com velório e sepultamento. A morte ocorreu após dois dias de internação em hospital da capital mineira, tendo sido confirmada morte cerebral no dia 6 de janeiro de 2026, conforme protocolo médico encerrado no final da tarde.
Contexto da atuação de Luiz Phillipi e a investigação
Luiz Phillipi, de 43 anos, era apontado como uma peça-chave dentro da chamada “milícia pessoal” do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, alvo da operação Compliance Zero, que investiga esquemas de fraude financeira na instituição. Conhecido como “Sicário”, ele exercia papel operacional na coordenação de um grupo denominado “A Turma”, responsável por coleta de informações, monitoramento e intimidação direcionada a adversários, entre eles autoridades, jornalistas e ex-funcionários.
Sua trajetória também inclui um histórico criminal extenso, com registros por furto qualificado, ameaças, crimes de trânsito, além de investigações por estelionato e associação criminosa. O envolvimento no esquema investigado pela Polícia Federal demonstra a complexidade das redes de influência e controle dentro do contexto financeiro e político local.
Detalhes recentes sobre a morte e investigação
Após ser preso na terceira fase da operação Compliance Zero, Luiz Phillipi tentou suicídio na Superintendência Regional da Polícia Federal em Belo Horizonte, fato que está sendo apurado pelas autoridades competentes. A Secretaria Estadual de Saúde confirmou a morte cerebral, com óbito declarado no início da noite de 6 de janeiro. A Polícia Civil mineira liberou o corpo para a família no dia seguinte, possibilitando os procedimentos fúnebres.
Prisão na fase três da operação Compliance Zero
Tentativa de suicídio na Superintendência da PF em BH
- Morte cerebral confirmada com protocolo encerrado
Impactos e desdobramentos para a investigação
A morte de Luiz Phillipi representa um capítulo delicado dentro da apuração das fraudes no Banco Master e da atuação da milícia pessoal ligada a Daniel Vorcaro. A ausência do principal operador operacional pode afetar o andamento das investigações, especialmente no que tange à obtenção de informações sobre o funcionamento interno do grupo “A Turma” e suas práticas ilícitas.
Além disso, o episódio levanta discussões sobre as condições e protocolos de custódia e atendimento a detentos, em especial diante da tentativa de suicídio sob custódia da Polícia Federal. A continuidade das investigações dependerá da colaboração de outros envolvidos e da análise documental recolhida pela força-tarefa.
Conclusão
O falecimento de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, marca um momento sensível para as investigações de fraude no Banco Master e aponta para desafios na elucidação completa dos esquemas criminosos. A liberação do corpo pelo IML de Belo Horizonte permitiu que a família seguísse com as cerimônias de despedida, enquanto as autoridades prosseguem com os trabalhos para desarticular as estruturas ilícitas ligadas ao caso.
Fonte: www.metropoles.com