O apagão digital ocorre em meio a manifestações que já deixaram 36 mortos
A internet no Irã sofreu um apagão durante os protestos que já resultaram em 36 mortes, aumentando a tensão no país.
O Irã enfrenta um momento crítico em sua história recente, com protestos que já ultrapassam o 12º dia e resultaram em 36 mortes. Nesta quinta-feira (8), o país sofreu um apagão de internet que afetou tanto sites governamentais quanto plataformas de comunicação, como o Telegram. Essa interrupção foi confirmada por organizações de direitos humanos e pela empresa NetBlocks, que monitora a conectividade global.
O apagão de internet chegou logo após registros de apagões de energia em várias regiões do país, levantando especulações sobre a possível intervenção do governo. Embora ainda não haja confirmação oficial, algumas fontes afirmam que a decisão de cortar a internet teria partido do Comando Cibernético da Guarda Revolucionária Islâmica, responsável por controlar a informação no país.
Desde o final de 2024, as ruas do Irã têm sido palco de protestos diários, impulsionados por uma crise econômica que elevou o custo de vida. Apesar de o presidente Masoud Pezeshkian ter prometido ouvir as “reivindicações legítimas” da população, a resposta do governo tem sido marcada por repressão. Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), entre os mortos estão 34 manifestantes e dois agentes de segurança, refletindo a tensão entre o governo e os cidadãos.
Teerã, por sua vez, classifica esses protestos como tentativas de desestabilização, culpando forças internacionais, como os Estados Unidos, pelo aumento das agitações. Em meio a essa situação, o ex-presidente americano Donald Trump já manifestou a possibilidade de intervenção, ameaçando que o Irã enfrentará consequências severas se continuar a matar manifestantes.
O cenário no Irã é alarmante, pois o apagão de internet não apenas limita a comunicação, mas também dificulta a cobertura jornalística e a disseminação de informações sobre os conflitos. À medida que os protestos crescem, a comunidade internacional observa atentamente, questionando a legitimidade da repressão e o papel do governo na gestão da crise atual. O futuro do Irã e de seus cidadãos permanece incerto, em um momento onde a luta por direitos humanos e liberdade de expressão se torna cada vez mais vital.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: m colorida mostra protestos no Irã – Metrópoles
