Corte italiana avalia novo pedido de extradição de Carla Zambelli

A audiência que examina o segundo pedido de extradição de Carla Zambelli ocorreu nesta quarta-feira (1º/07) na Justiça italiana. A expectativa é de que o veredito sobre o caso seja divulgado nas próximas horas. Nas redes sociais, a defesa da ex-deputada informou que a Procuradoria-Geral da Corte de Cassação da Itália se manifestou pela rejeição do pedido de extradição feito pelo Brasil. Entretanto, essa manifestação não encerra o processo, pois a decisão final será tomada pelos ministros da Corte.

Esse novo pedido de extradição está relacionado a uma condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a Zambelli, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Os eventos que levaram a essa condenação ocorreram na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando a ex-deputada perseguiu um homem armado pelas ruas do bairro dos Jardins, em São Paulo, após uma discussão política.

É importante destacar que, embora o Brasil tenha apresentado apenas um pedido de extradição, a Justiça italiana decidiu tratar as duas condenações da ex-parlamentar em processos separados. Assim, mesmo que uma das análises resulte favorável, Zambelli ainda terá sua outra condenação avaliada.

Em maio, a Corte Suprema de Cassação da Itália já havia anulado o primeiro pedido de extradição, que estava vinculado à condenação pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Essa decisão resultou na libertação de Zambelli, com os magistrados questionando a condução daquele processo.

Na audiência desta quarta-feira, foram discutidos argumentos apresentados pela defesa, pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pela Procuradoria italiana. A legalidade do processo que levou à condenação da ex-deputada e o pedido de extradição do Brasil foram temas abordados durante a discussão.

A condenação referente ao caso da perseguição armada foi definida pelo STF por maioria de votos, estabelecendo uma pena de cinco anos e três meses de prisão. Na comunicação enviada às autoridades italianas, o tribunal brasileiro defendeu que o processo transcorreu de maneira regular.

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