CPI do Crime Organizado conclui trabalhos com indiciamentos de ministros do STF

A CPI do Crime Organizado, no Senado, alterou sua composição horas antes da votação do relatório final, que solicita o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por crime de responsabilidade. A mudança envolveu a saída de dois senadores que poderiam votar a favor do relatório de Alessandro Vieira (MDB-SE), sendo substituídos por novos membros que integram a base do governo.

Alessandro Vieira, relator da CPI, criticou a sabotagem de ferramentas de investigação e respondeu às críticas feitas por ministros do STF. O ministro Gilmar Mendes alegou que a CPI carece de 'base legal' para solicitar o indiciamento dos ministros, enfatizando a necessidade de respeitar os limites das comissões e evitando a criminalização de decisões judiciais.

Os trabalhos da CPI foram retomados, e a leitura do relatório final, inicialmente programada para as 9h, foi adiada para às 14h. O g1 anunciou que transmitirá a sessão ao vivo. O relatório final inclui o pedido de indiciamento de três ministros do STF – Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes – além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O texto ainda aguarda votação pelos parlamentares.

O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foi convocado a depor, mas não compareceu pela terceira vez. As tentativas de convocação ocorreram em 3 de março e 31 de março, mas em ambas as ocasiões, Campos Neto não esteve presente. A ausência foi registrada novamente na reunião de 8 de março.

Andrei Rodrigues, durante a CPI, comentou sobre a operação que resultou na prisão do dono do Banco Master, ressaltando que a atuação conjunta com o Banco Central e o Coaf visa combater crimes financeiros. A investigação atual envolve um montante de R$ 12 bilhões, com apreensões de R$ 1 milhão e 600 mil em dinheiro durante uma operação recente.

Andrei também abordou a questão do controle de fronteiras, afirmando que, apesar de haver 17 mil km de fronteira, é irrealista esperar controle absoluto. Ele defendeu o trabalho de fiscalização e a eficácia das ações realizadas até o momento.

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