Parlamentares buscam acesso às provas sobre fraudes envolvendo empréstimos consignados do Banco Master
A CPMI do INSS pede ao STF a devolução dos dados sigilosos de Daniel Vorcaro para aprofundar investigação sobre fraudes em empréstimos consignados.
Membros da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS formalizaram um pedido ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a devolução dos dados sigilosos relacionados a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Estes dados envolvem quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático, essenciais para aprofundar as investigações sobre fraudes em empréstimos consignados vinculados a beneficiários do INSS.
Contexto da investigação
A CPMI tem se dedicado a apurar irregularidades que envolvem empréstimos consignados oferecidos por instituições financeiras, com foco especial no Banco Master. A Polícia Federal recolheu provas durante as investigações, porém, parte delas foi retirada da custódia do Senado e transferida para o STF, conforme decisão do ministro Dias Toffoli.
Divergências judiciais e parlamentares
Parlamentares questionam a retirada dos documentos do âmbito da CPMI, argumentando que essa medida compromete a eficácia dos trabalhos e o direito da sociedade à plena apuração dos fatos. Segundo o recurso apresentado, não houve deliberação posterior do STF sobre o destino definitivo dessas provas, instaurando um precedente inédito que dificulta a continuidade das investigações no Congresso.
Repercussões no caso Banco Master
O empresário Daniel Vorcaro já foi preso anteriormente em novembro de 2025 como parte da operação que revelou um esquema bilionário de fraudes envolvendo o banco. Posteriormente, foi liberado mediante uso de tornozeleira eletrônica. As irregularidades detectadas levaram o Banco Central a decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master, revelando a gravidade do caso para o sistema financeiro.
Atuação da CPMI e próximos passos
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), junto com outros membros do colegiado, reforça a necessidade de acesso imediato às provas para garantir a continuidade e efetividade das investigações. Com o recesso parlamentar chegando ao fim em 2 de fevereiro, a comissão planeja intensificar suas atividades relacionadas aos empréstimos consignados e às instituições financeiras envolvidas.
Implicações para o sistema financeiro e social
O caso Banco Master expõe vulnerabilidades no controle de empréstimos consignados e fraudes que impactam diretamente aposentados e pensionistas do INSS. A transparência e a cooperação entre poderes são essenciais para que medidas efetivas sejam adotadas, protegendo os direitos dos beneficiários e a estabilidade do sistema previdenciário.
A CPMI também aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para aprofundar as investigações. O acompanhamento rigoroso do caso possibilitará avanços significativos no combate às fraudes que afetam as seguradoras sociais do país.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Divulgação/Banco Master
