Um olhar sobre as opiniões controversas do ex-presidente sobre saúde.
Análise das crenças médicas de Trump, incluindo seu uso excessivo de aspirina e teorias sobre vacinas.
As crenças médicas do ex-presidente Donald Trump têm gerado polêmica e questionamentos ao longo dos anos. Recentemente, Trump fez uma revelação surpreendente: ele toma mais aspirina do que o recomendado, uma prática que contraria as orientações de seus próprios médicos. Em uma entrevista ao Wall Street Journal, Trump afirmou que este hábito é uma questão de superstição e que, ao longo de 25 anos, ele se convenceu de que tomar aspirina ajuda a “afinar o sangue” e a prevenir problemas cardíacos.
Um olhar sobre suas declarações médicas
Trump não é estranho a opiniões controversas sobre saúde. Um dos casos mais notáveis ocorreu em 2007, quando ele afirmou que as vacinas poderiam estar ligadas ao aumento da taxa de autismo nas crianças. Em um encontro com líderes do grupo Autism Speaks, o então empresário sugeriu que o aumento das vacinações poderia estar relacionado ao aumento dos casos de autismo, uma afirmação amplamente desacreditada pela comunidade médica.
Além disso, Trump revelou em várias ocasiões sua aversão ao exercício físico, acreditando que o corpo humano é como uma bateria com uma quantidade finita de energia. Ele argumenta que a prática de esportes, exceto o golfe, consome essa energia, prejudicando sua produtividade. Essa crença não encontra apoio em estudos científicos, que demonstram que a atividade física regular está associada a maiores níveis de energia.
Teorias infundadas sobre moinhos de vento
Outra de suas afirmações polêmicas surgiu durante um evento republicano em 2019, quando Trump alegou que a proximidade de moinhos de vento poderia causar câncer. Ele afirmou: “Se você tem um moinho de vento perto da sua casa, parabéns, o valor da sua casa caiu 75%”, e continuou a dizer que o ruído das turbinas poderia ser prejudicial à saúde. Essa declaração foi prontamente desmentida pela American Cancer Society, que confirmou não haver evidências científicas que sustentem tais afirmações.
Controvérsias durante a pandemia
Durante a pandemia de COVID-19, Trump se destacou por promover medicamentos como a hidroxicloroquina como “mudanças de jogo” na luta contra o vírus, apesar da falta de evidências científicas que comprovassem sua eficácia. Ele chegou a sugerir que desinfetantes poderiam ser injetados para curar pacientes, uma ideia que levou a um aumento nas intoxicações por produtos de limpeza. A FDA acabou por revogar a autorização do uso da hidroxicloroquina para tratar a COVID-19, citando preocupações com a eficácia e segurança do medicamento.
Questões sobre o uso de Tylenol
Mais recentemente, Trump se associou ao ativista antivacinas Robert F. Kennedy Jr. para promover a ideia de que o paracetamol, um medicamento comum, poderia estar ligado ao autismo, uma alegação sem respaldo científico. Durante uma coletiva de imprensa, ambos expressaram suas preocupações sobre o uso do Tylenol durante a gravidez, novamente desconsiderando as evidências científicas disponíveis.
Conclusão
As crenças médicas de Donald Trump não apenas refletem suas opiniões pessoais, mas também têm o potencial de influenciar o público e a política de saúde. Suas declarações muitas vezes desafiam as evidências científicas, o que levanta questões sobre a disseminação de desinformação em um momento em que a confiança na ciência é crucial. A análise dessas crenças é essencial para entender o impacto que figuras públicas podem ter na saúde coletiva.
Fonte: www.thedailybeast.com
Fonte: REUTERS
