Cresce o número de milionários no Brasil em 2025, aponta relatório da UBS

O Brasil acrescentou 9.215 novos milionários em dólar ao longo de 2025, consolidando-se como o país com a maior população de milionários da América Latina. De acordo com o Global Wealth Report 2026, elaborado pela UBS e divulgado em 30 de janeiro, o número total de brasileiros com patrimônio superior a US$ 1 milhão chegou a aproximadamente 386 mil pessoas. O crescimento percentual registrado foi de 2,4% em relação ao ano anterior.

Apesar desse aumento, o Brasil ocupa a 17ª posição entre os países que mais geraram milionários em termos percentuais, ficando atrás de nações como Lituânia, Turquia, Letônia e Hungria. O crescimento no Brasil, embora significativo em números absolutos, foi inferior ao observado em economias menores que também estão em ascensão.

O relatório revela que o Brasil, embora tenha a maior quantidade de milionários na América Latina, apresenta uma alarmante desigualdade patrimonial. O país possui um coeficiente de Gini de 0,81, o que indica uma concentração acentuada de riqueza em uma pequena parcela da população. Esse indicador é utilizado para medir a desigualdade, sendo que quanto mais próximo de 1, maior é a concentração de riqueza.

No contexto global, apenas os Emirados Árabes Unidos, a Rússia e a África do Sul possuem índices iguais ou superiores ao do Brasil. Este panorama coloca o país em uma posição preocupante em comparação com economias como os Estados Unidos (0,77), México (0,72), Chile (0,71), Alemanha (0,67) e Reino Unido (0,59). Isso implica que uma pequena fração da população brasileira detém uma parte considerável do patrimônio nacional.

Além disso, o relatório aponta que o aumento no número de milionários não foi acompanhado por uma melhora na riqueza média desses indivíduos. O Brasil abriga cerca de 43 mil pessoas com patrimônio entre US$ 5 milhões e US$ 100 milhões, que têm apresentado um crescimento médio anual de aproximadamente 10% desde o início dos anos 2000. O patrimônio total dos bilionários brasileiros cresceu mais de 50% no último ano, impulsionado tanto pela valorização dos ativos quanto pelo aumento do número de integrantes desse grupo.

Ainda de acordo com a UBS, 73,3% da riqueza bruta das famílias brasileiras está concentrada em ativos financeiros, incluindo aplicações, ações, fundos de investimento e títulos privados. Este percentual é um dos mais elevados entre os países analisados no relatório, indicando uma forte dependência de ativos financeiros para a acumulação de riqueza.

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