Crescimento de 0,7% no crédito leva saldo total a R$ 7,4 trilhões em junho

O estoque das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu R$ 7,4 trilhões em junho, apresentando uma alta de 0,7% em relação ao mês anterior. Os dados foram divulgados no Relatório de Estatísticas Monetária e de Crédito pelo Banco Central nesta quinta-feira (30).

Esse crescimento é resultado de um aumento de 1,5% nas operações de crédito voltadas para pessoas jurídicas, que totalizaram R$ 2,7 trilhões, e de um leve avanço de 0,2% nas operações com pessoas físicas, que somaram R$ 4,6 trilhões. Em termos anuais, o crédito total registrou um aumento de 9,7%, com o crédito para pessoas jurídicas crescendo 7,9% e o voltado para pessoas físicas, 10,8%.

As operações de crédito com recursos livres, que são aquelas negociadas diretamente no mercado, totalizaram R$ 4,2 trilhões em junho, com um crescimento de 0,7% no mês e de 7,5% em 12 meses. O saldo do crédito livre direcionado às empresas cresceu 1,9% em junho, alcançando R$ 1,6 trilhão. Esse desempenho foi impulsionado pelas operações de desconto de duplicatas e outros recebíveis, que foram influenciadas por fatores sazonais.

No entanto, o crédito livre destinado às famílias teve uma leve queda, totalizando R$ 2,5 trilhões, o que representa uma redução de 0,1% em comparação ao mês anterior. O Banco Central apontou que essa diminuição está relacionada à redução nas carteiras de aquisição de veículos e crédito pessoal não consignado sem garantias reais.

A taxa média de juros nas concessões de crédito alcançou 33,4% ao ano. O spread bancário, que é a diferença entre as taxas médias de juros das operações de crédito e o custo de captação, permaneceu estável em relação a maio, com 21,9 p.p.

A inadimplência da carteira de crédito totalizou 4,7% em junho, mantendo-se no mesmo patamar de maio, que é a maior taxa registrada desde o início da série histórica em março de 2011. Em 12 meses, a inadimplência subiu 1,0 p.p. As taxas de inadimplência para pessoas jurídicas e físicas se mantiveram em 3,2% e 5,6%, respectivamente, no mês.

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